Entrevistamos o cantor Lippe, novo contratado da Universal Music | The Music Journal Brazil | MTV

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Entrevistamos o cantor Lippe, novo contratado da Universal Music

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Depois de ganhar destaque nas redes sociais com o seu primeiro EP Pega Mas Não Se Apega, o jovem cantor Lippe, a nova aposta da Universal Music Brasil lançou nesta semana o clipe e o single de Meu Mundo.

O vídeo foi gravado em São Paulo e contou com a produção de Umberto Tavares e Mãozinha. O professor de dança Daniel Saboya, dono de um dos maiores canais do YouTube brasileiro e a dançarina Tainá Grando também participaram do clipe.

Nascido em 1997 na cidade gaúcha de São Leopoldo, Alexandre Luiz Lippert nasceu e cresceu envolvido com a música. O sonho do pai, de tocar piano, inspirou o filho que desde pequeno foi estimulado a aprender e desenvolver mais habilidades musicais.

Lippe conversou com o The Music Journal Brazil e a entrevista você pode conferir abaixo:




Marcelo de Assis: Em qual momento da sua vida você sentiu que trabalharia com música?

Lippe: Eu sempre gostei de cantar e sempre fui muito influenciado a cantar pelos meus pais. Mas com 14 ou 15 anos que eu comecei aprender a tocar violão e o meu professor na época tocava na noite e perguntei se eu poderia tocar com ele. Ele estava precisando de alguém para acompanhá-loe disse: “Legal, se você trouxer uma autorização dos seus pais, você pode ir comigo!”. E eu fui. Não conhecia muito o repertório dele mas sabia tocar umas seis músicas e já estava bom! E foi ai que percebi que era isso que eu queria como rumo para a minha vida.

 

“Tenho quase certeza que isso ajuda muito. Tem que ter concorrência para levantar o movimento. Acho de extrema importância que tenha muita gente fazendo, porque cada um tem o seu jeito, sua forma, sua verdade. Eu acho essencial para o nosso segmento” – diz o cantor, sobre a concorrência no pop brasileiro. 

 

Marcelo de Assis: O sonho de seu pai tocar piano te inspirou. Como foi isso?

Lippe: Quando eu nasci ele comprou um piano para tocar. Mas não tinha tempo e não conseguiu. E o piano ficou parado lá. Quando fiz 10 anos comecei a estudar piano clássico. Era difícil, achava complicado, mas hoje agradeço muito ao meu pai por ter me iniciado assim e ter me feito estudar. Me ajudou muito.

Haruo Kaneko

Marcelo de Assis: Sobre o novo clipe Meu Mundo, como nasceu a inspiração para este single?

Lippe: Nós gravamos um novo EP para a Universal com cinco músicas e já tínhamos quatro gravadas. Eu já havia gravado a voz em todas elas. Foi então que o Umberto Tavares me ligou dizendo “Cara, escrevi uma música para você e quero muito que você grave”. Escutei a música e era Meu Mundo. E ela veio com uma energia diferente, com propósito e é a primeira música que lançaremos pela gravadora. Encaixou 100% e graças a Deus está dando tudo certo, teve uma aceitação muito legal e foi até melhor do que esperávamos. Em 15 dias, a música chegou a 1 milhão de views no YouTube. Ficamos muito felizes!

Marcelo de Assis: Como foi assinar com a Universal Music?

Lippe: Já havíamos lançado um trabalho independente, um EP com duas músicas e fizemos um primeiro contato com a gravadora, assinamos e foi uma alegria sem tamanho porque você vê que está no caminho certo. Antes da gravadora transformar o meu sonho em nosso seu sonho é muito gratificante, cara.

Marcelo de Assis: Como foram as sessões de gravação e como você encaixava suas ideias com os produtores?

Lippe: A primeira parte de você gravar um trabalho é fazer uma seleção de repertório. Pegamos as músicas que o Umberto Tavares já tinha, algumas coisas que já estavam prontas e que não tinham encaixadas com ninguém, algumas coisas que eu já tinha e outras que rolaram no meio do caminho. Nesse EP existem três músicas que são composições do Umberto com o Jeferson e duas são composições minhas. Trabalhar com eles é uma aula. A experiência musical que eles possuem e vivenciar aquilo com eles é muito legal.

Marcelo de Assis: Quais artistas nacionais você curte e se eles te influenciam?

Lippe: O som que fazemos hoje é o pop nacional e atualmente é o funk com uma roupagem mais eletrônica com uma influência do pop internacional. E viemos com influência da Anitta, Nego do Borel, artistas que foram trabalhados pelo Umberto e um artista que eu tenho como referência é o Luan Santana. Um exemplo a seguir, pela forma como ele se comporta com os fãs, a mensagem de suas músicas.. é algo sensacional.

Marcelo de Assis: E quais artistas internacionais você gosta?

Lippe: Justin Timberlake que é uma referência. Quando estou meio desmotivado para treinar dança (risos) e olho ele e falo: “Preciso ensaiar muito mais, preciso cantar muito mais!” Ele é uma inspiração mesmo por ser cantor, dançarino e ainda atua. O cara é sensacional. E eu sou viciado em conhecer coisas novas na música. Busco sempre coisas novas, referências. Música para mim é uma fonte para o meu trabalho.

Marcelo de Assis: Você pensa em uma colaboração com algum artista?

Lippe: Não há nenhuma parceria ainda. Não há nada certo. Mas se tivermos uma oportunidade, vai rolar.

Marcelo de Assis: Existe concorrência na música pop brasileira atual? Como você encara isso?

Lippe: Tenho quase certeza que isso ajuda muito. Tem que ter concorrência para levantar o movimento. Acho de extrema importância que tenha muita gente fazendo, porque cada um tem o seu jeito, sua forma, sua verdade. Eu acho essencial para o nosso segmento.

Meu Mundo by Lippe on VEVO.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e é membro do Grammy Latino.