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De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk? De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk?

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De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk?

Betway

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O funk é um dos estilos musicais mais icônicos da história da música. Ele se originou nas comunidades afro-americanas por volta da década de 1960, quando os músicos desenvolveram uma forma dançante unindo vários outros gêneros como o R&B, soul e jazz. Sua estrutura musical permitiu um protagonismo maior para o contrabaixo elétrico, que resultava em um irresistível groove nos palcos de casas de shows e anfiteatros que viram nomes como Sly and Family Stone, Parliament Funkadelic, Cameo, Kool and The Gang, e, principalmente, precursor de tudo isso, James Brown.

De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk?

Foto: Betway

Alias é dele a música seminal que originou todo esse movimento. Papa’s Got A Brand New Bag, lançada em junho de 1965. No Brasil, o funk ganhou enorme notoriedade nos anos 1990, mas não nasceu nesta década. Muitos bailes nos anos 1970 já contavam o gênero embalando milhares de pessoas, principalmente na zona norte do Rio de Janeiro, quando o saudoso Newton Alvarenga Duarte (1943-1977), popularmente conhecido como Big Boy, um dos mais importantes disc jockeys do país, promovia o lendário Baile da Pesada.

Na observação do jornalista e escritor Silvio Essinger, o gênero funk sofreu muito preconceito, desde sua entrada no país: “O funk já contava com uma boa parcela de ódio muito antes de se falar em ‘haters’. Já nos anos 90, era incluído num pacote de música brasileira desprezível, inculta, junto com os também populares axé music e pagode romântico. Desde então, passaram por um processo de reavaliação. E nos anos 2000 ressurgiram, diante do senso comum, como expressões legítimas de uma cultura brasileira. Hoje, o funk tem mais de 30 anos de história, está arraigado no imaginário do brasileiro, formou público fiel e gerações de artistas”, explica o autor do livro Batidão: Uma História Do Funk.

Pensando nesta evolução o time de roleta online da Betway analisou todo o processo deste ritmo musical. Como nasceu? Quais as referências, os grandes nomes e os marcos? É isso (e mais) que vamos descobrir!

Do funk ao funk

O funk nem sempre foi o que conhecemos hoje. Pelo contrário. Ele se originou do soul, do jazz, do rock e do rhythm and blues (R&B), lá em Nova Orleans (EUA), na década de 1960. Foi muito vai e vem pra chegarmos até a batida clássica que dançamos atualmente. A Betway explica isso no infográfico abaixo:

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De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk?

Infográfico: Betway

Mas quem hoje dança ao som dos hits Me Gusta, da super estrela Anitta, ou Vacinabutantan (Bum Bum Tan Tan), a música do momento do MC Fioti, mal sabe que todo o sucesso e recordes de plays se devem a dois caras que deram a largada no funk brasileiro no já longínquo 1989: o niteroiense Agnaldo Batista de Figueiredo e o carioca Fernando Luís Mattos da Matta. 

Agnaldo é o MC Abdullah que fez história ao gravar o Melô da Mulher Feia, primeiro funk cantado em português. E Fernando é o consagrado DJ Marlboro, que produziu e lançou um disco histórico chamado Funk Brasil Vol. 1, coletânea em vinil que, entre outros, incluía o hit de MC Abdullah.

Como o próprio Marlboro contou com exclusividade à Betway, por um pedido da gravadora, o disco deveria se chamar Funk Carioca Vol. 1. Mas vislumbrando um movimento de proporção nacional e já de olho no mercado estrangeiro, ele trocou Carioca por Brasil. “Quando fiz o ‘Funk Brasil’, em 1989, quase não lanço! O pessoal da gravadora queria usar o ‘Carioca’ no disco. Já tinham feito até um ensaio de capa com o nome ‘Funk Carioca’. Aí eu disse: ‘Não! Tem que ser ‘Funk Brasil’ porque o funk não tem que ficar resumido ao Rio de Janeiro”, disse o DJ.

Na época, munido de uma simples bateria eletrônica doada por um amigo, o DJ Marlboro chamou Abdullah e propôs a gravação de uma versão da música Doo Wah Diddy Diddy, do grupo Manfred Mann (1964), que tocava em bailes numa variante hip hop do 2 Live Crew, e era cantada pelo público com uma letra satírica que virou o Melô da Mulher Feia. Quando terminou de gravar, Marlboro vibrou: “Eureca, esse é o caminho!”. Começava ali a versão brasileira do funk norte-americano que dominava os bailes black desde a década de 70 nos bairros suburbanos cariocas. Um funk abrasileirado com a cara do Miami Bass, vertente do funk feito na Flórida (EUA) com muito grave.

A seguir, mostramos como o ritmo conquistou nosso país:

De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk?

Foto: Betway

Para Silvio Essinger o momento de virada para a popularização do funk foi quando, em 1994, a apresentadora Xuxa convoca Marlboro para ser DJ oficial do seu programa e propaga o funk em rede nacional. “Marlboro conseguiu exposição para os seus artistas no programa da Xuxa. Em 96, Claudinho & Buchecha estariam fazendo essa transição de forma mais eficiente com um CD de estreia que podia ser ouvido sem estranhezas pelo público de Lulu Santos”, diz Silvio Essinger.

Quando lançou o Funk Brasil Vol. 1, há 32 anos, DJ Marlboro profeticamente planejou que o sucesso seria nacional e não regional. Estava mais que certo. Depois de conquistar Rio e São Paulo, o funk já tem movimentos fortes em Recife (PE), com seu bregafunk, em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul, com o funknejo. “O meu plano para o funk era que ele fosse um movimento nacional, com visibilidade internacional, para gerar emprego no Brasil inteiro. Queria que cada região colocasse características locais nas suas músicas, que espelhasse aquilo que as pessoas respiram, seu cotidiano, seu dia a dia. A cultura local está entranhada no funk”, completa Marlboro. E, de fato, ele conseguiu.

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De DJ Marlboro à Anitta: como foi a evolução do funk?

Foto: Betway

Hoje, segundo o Datafolha e a consultoria JLeiva Cultura & Esporte, o funk é o preferido da juventude. Na faixa etária de 12 a 15 anos, o gênero é apontado como favorito por incríveis 55% dos entrevistados. Além disso, o ritmo musical é o segundo mais ouvido em 23 estados brasileiros e vem ganhando cada vez mais força também em outros países. Confira:

Uma coisa é certa: o funk conquistou multidões e, ao longo desses mais de 30 anos de história, já provou que veio para ficar. E, certamente, tem muito mais de onde esses primeiros desdobramentos vieram. Vamos ficar de olhos – e ouvidos – atentos para o que as próximas décadas guardam para este tesouro nacional.

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