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Aquisição de direitos musicais vai impulsionar valor de mercado até 2030

Aquisição de direitos musicais vai impulsionar valor de mercado até 2030
Foto: Wirestock

Uma movimentação interessante no mercado musical nos últimos meses, sem dúvida, é a compra de direitos musicais.

Isso tem acontecido com frequência na indústria, haja visto os recentes acordos de grandes nomes da música mundial como Bob Dylan, Neil Young e Bruce Springsteen que venderam seus catálogos por milhares de dólares à outras empresas do ramo.

Um dos grandes nomes do rock progressivo, o Pink Floyd, está negociando a venda de sua discografia para os maiores conglomerados de música do mundo.

E é justamente esse tipo de negócio que deve impulsionar (e muito) a indústria até 2030. Pelo menos é o que o influente relatório Music In The Air, assinado pela respeitada analista da Goldman Sachs, Lisa Yang, tem a nos dizer.

Aquisição de direitos musicais vai impulsionar valor de mercado até 2030
Foto: Wirestock

O relatório, que resulta em 62 páginas, causou uma certa apreensão no mercado antes de ser divulgado, haja visto que muitas empresas investiram bilhões de dólares em aquisições de catálogo de música nos últimos 18 meses.

Contudo, a Goldman Sachs apresentou números que são, de longe, alarmantes para esses investidores. Eu diria que eles são muito otimistas.

Para se ter uma ideia, os relatórios da Music In The Air apontam que haverá um crescimento global da indústria musical que será impulsionada por negócios voltados à aquisição de catálogos musicais. Em termos financeiros, isso seria um aumento significativo na projeção para o ano de 2030 de US$ 7,5 bilhões em movimentações no mercado. A projeção anterior da Goldman era de US$ 45,7 bilhões mas, agora, esse montante financeiro é de US$ 53,2 milhões.

Em resumo: isso já é mais que o dobro do tamanho da receita que atingiu o recorde mundial de negócios, resultando em US$ 25,9 bilhões, como reportou a IFPI (Federação Internacional dos Produtores Fonográficos).

Ainda de acordo com a Goldman Sachs, esse aumento em sua projeção se deve em grande parte a “ARPU de streaming pago mais alto e suposições de streaming financiados por anúncios, bem como quedas mais baixas nas vendas físicas”.

ARPU é a receita média por unidade, um indicador da lucratividade de um produto com base na quantidade de dinheiro gerado por cada um de seus usuários ou assinantes. Em miúdos: é uma medida utilizada no mercado para empresas que trabalham com assinantes nas mais diversas plataformas.

Matéria produzida por Marcelo de Assis

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Já realizou reportagens musicais na Record TV para o Domingo Espetacular e Jornal da Record. Foi vencedor do Prêmio TopBlog em 2010 e membro do Grammy Latino.

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