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Barão Vermelho lança "Viva", o primeiro álbum de inéditas em 15 anos Barão Vermelho lança "Viva", o primeiro álbum de inéditas em 15 anos

ROCK

Barão Vermelho lança “Viva”, o primeiro álbum de inéditas em 15 anos

Divulgação

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O Barão Vermelho lançou nesta terça-feira (20) o seu novo álbum Viva, o décimo oitavo de estúdio da banda, o primeiro de músicas inéditas em 15 anos e o primeiro desde 1986 sem a voz de Roberto Frejat. Em seu lugar, o escolhido foi Rodrigo Suricato, guitarrista mirabolante e cantor atrevido, claramente influenciado por seus antecessores no grupo. O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais pela NBV.

Barão Vermelho lança "Viva", o primeiro álbum de inéditas em 15 anos

“Mais do que o som, o Barão tem uma voz própria, agora pela garganta do Suricato”, destaca o baterista Guto Goffi, que fundou o Barão com Maurício Barros em 1981. “Nada mais rock’n roll do que seguir, mesmo depois da saída de nomes como Cazuza e Frejat”, diz Suricato, que além de guitarras e voz, é autor de diversas composições no álbum. “Suricato é um guitarrista absurdo. Acho que jamais vi um cara tocar tanto”, elogia Fernando Magalhães, no Barão desde 1985.

Viva marca, ainda, a volta do tecladista, produtor e cantor Maurício Barros, que havia deixado de ser membro oficial em 1988, embora tenha produzido, tocado e composto para o grupo desde então. “Maurício sempre esteve conosco nos shows e produzindo discos. Mas havia deixado de ser integrante em 1988. Não havia escolha. Ele tinha que voltar ou o Barão Vermellho acabava”, celebra Guto Goffi.

Segundo o comunicado oficial da banda, Viva “soa como um primeiro disco. Transborda identidade e provocação. Não seria absurdo dizer que trata-se do melhor álbum de inéditas do Barão desde o premiado Na Calada da Noite (1989), que marcava a acolhida de público e crítica ao grupo após a saída do inconfundível Cazuza”.

“A gente não começou a compor agora”, reforça Barros, co-autor de tantos sucessos do Barão, como Por Você (com Frejat e Mauro Santa Cecília), a mais tocada na história da banda. “A primeira música do grupo, Billy Negão, foi escrita por Cazuza, Guto e eu. Depois fizemos juntos, por exemplo, Puro Êxtase“. Barros e Goffi são co-autores de canções como Menina Mimada, Blues do Iniciante, Torre de Babel, Declare Guerra, Pense e Dance e Tão Longe de Tudo .

Nos discos que se seguiram à saída de Cazuza, nomes como Arnaldo Antunes, Renato Russo, Luiz Melodia, Wally e Jorge Salomão, Dulce Quental, o poeta Mauro Santa Cecília e o eterno produtor Ezequiel Neves, estiveram entre os parceiros de composição. “No passado, buscamos letristas de fora, mas dessa vez decidimos que seríamos  apenas nós”, conta o guitarrista Fernando Magalhães.

O grupo não gravava um disco de inéditas desde 2004. Viva abre com a faixa Eu Nunca Estou Só, com raízes no blues, que sempre orientou a banda e é referência também para Suricato, a canção foi feita pelos quatro integrantes em cerca de 10 minutos. “Foi incrível. Ali selamos o nosso pacto com o destino da banda”, lembra Suricato.

A letra ratifica a mística blueseira e brasileira do Barão: “É que eu me conheço no meio desse nada / E aos poucos me entendo nessa encruzilhada”.

Ouça o álbum no Spotify:

https://open.spotify.com/album/1iELEaLkLUoeRH5u91Iglv

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