Billie Holiday: das tragédias pessoais ao estrelato, a diva do jazz foi além de sua personagem  | The Music Journal Brazil
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Billie Holliday: das tragédias pessoais ao estrelato, a diva do jazz foi além de sua personagem  Billie Holliday: das tragédias pessoais ao estrelato, a diva do jazz foi além de sua personagem 

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Billie Holiday: das tragédias pessoais ao estrelato, a diva do jazz foi além de sua personagem 

Reprodução | Instagram | @billiehollidayofficial

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62 anos o mundo se despedia de uma das maiores divas do jazz do século XX: no dia 17 de julho de 1959, falecia Eleanora Fagan Gough, que se tornou mundialmente conhecida como Billie Holiday.

Billie Holliday: das tragédias pessoais ao estrelato, a diva do jazz foi além de sua personagem 

Foto: Reprodução | Instagram | @billiehollidayofficial

Dona de um timbre de voz inconfundível e suave, misturado à tristeza e à melancolia, retrato de sua própria vida, Billie ou Lady Day (apelido carinhoso dado pelo saxofonista Laster Young), coleciona até os dias atuais os mais fervorosos amantes do jazz, que após 62 anos de sua morte, a têm como sua clara referência de musa intocável e criadora do jazz moderno.

Nascida na Filadélfia em 7 de abril de 1915 e criada em Baltimore, Billie era filha de um guitarrista de jazz, Clarence Holiday, que abandonou sua mãe, Sarah Julia Fagan, antes de seu nascimento. Ambos eram adolescentes quando Billie nasceu.

Sua infância foi extremamente sofrida. Ela foi criada por uma tia que a agredia diariamente, e foi abusada sexualmente aos 10 anos por um vizinho da família. Aos 12, foi novamente violentada física e psicologicamente, quando então a encaminharam a um Lar de Proteção e Amparo a Vítimas de Violência Sexual.

Após fugir e morar nas ruas, já vendia seu corpo num prostíbulo para matar a fome, e chegou até a ser presa por prostituição. Tudo isso quando era apenas uma garota. Posteriormente, começou a cantar por alguns míseros trocados. Sofreu na pele o racismo, e caiu no vício do álcool e das drogas pesadas, como ópio e heroína, por influência de suas amizades na noite.

Mas foi aos 17 anos de idade que Billie foi descoberta pelo produtor musical John Harmon, com quem gravou seu primeiro disco pela gravadora CBS (atual Sony Music). A partir dali, deu vida a uma coleção de sucessos como All Of Me, Blue Moon, Good Morning Heartache, My Man, God Bless Child e inúmeros outros cantados até hoje, como o considerado “hino” Summertime, também gravado por esta musa atemporal.

Billie nunca parou. Além de cantora, também era uma excelente compositora, e fazia músicas a partir de suas experiências pessoais, como por exemplo Don’t Explain, que, segundo ela, foi feita após seu marido chegar em casa com marcas de batom na camisa.

Assim como aconteceu com ele, também foi traída inúmeras vezes por seus outros dois maridos e alguns amantes.

Mas sua tragédia pessoal e suas duras experiências de vida nunca conseguiram tirar o brilho e o atípico talento de Billie. Pelo contrário, serviram de combustível para que ela fosse considerada pelos críticos a maior diva do jazz de todos os tempos.

Billie Holiday faleceu em Nova York, com problemas cardíacos e cirrose hepática, aos 44 anos. Mas seu legado certamente ficará para sempre.

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