MERCADO

Bruce Dickinson compara indústria do petróleo com a da música

By  | 

Vocalista do Iron Maiden acredita que as mudanças na indústria da música devem servir de alerta em outros setores

Bruce Dickinson acredita que as mudanças na indústria musical, que ganharam atenção da midia especializada no inicio da década de 2000 com o advento do mp3, devem servir de lição para empresas de outros setores, mais precisamente o do petróleo.

Em entrevista ao Energy Voice, o líder do Iron Maiden disse que a atual crise financeira em decorrência da queda do preço do combustível pode estar ligado a um modelo de negócio que ficou ultrapassado: “As pessoas ainda precisam de energia, mas elas também usam de maneiras diferentes. A indústria do petróleo é como a indústria fonográfica: eles precisam olhar o que estão fazendo. O importante é manter a base de competências. Você precisa pensar “fora da caixa”, analisou.

Dickinson defendeu os novos modelos de negócio do setor musical e que a revolução que o formato digital causou no mercado estava apenas apontando para um novo direcionamento na forma de consumir música: “As pessoas não querem ser ladrões – eles apenas são entusiasmados com as bandas e não podiam acreditar em sua sorte. Quando as gravadoras foram surpreendidas pelo digital, não era porquê as pessoas pararam de gostar de música. Elas apenas queriam dizer que não queriam comprar discos”, disse.

E elucidou: “Eles ainda pagam por música, mas de formas diferentes. Eles compram a camiseta, o ingresso, os produtos, mas a música em si, eles preferem de graça”, encerrou.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e é membro do Grammy Latino.