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O cantor, pianista, compositor e produtor Claudio Goldman lançou neste mês o seu novo álbum Versão Brasileira pelo selo Pôr do Som. O disco conta com 15 faixas que dialogam entre a música clássica e a música brasileira.




“Consegui juntar duas paixões: a música brasileira e a música erudita, num clima de total prazer e liberdade!”, observa Goldman. “Tive ainda o privilégio de ter ao meu redor novos e velhos amigos, colegas de viagem que comigo compartilharam essas paixões e foram fundamentais na criação e divulgação deste trabalho”.

O repertório de Versão Brasileira reflete a versatilidade de Claudio Goldman quando imprime clássicos de lendários compositores brasileiros como Tom Jobim e Villa-Lobos, além de célebres da música erudita como Mozart, Bach e Chopin. Canções como Xote do Mozart, Elas São Rápidas, Mozart do Tom e Clair de Lune/Gymnopedie se destacam no álbum, mas também existe espaço para o Medley Villa Lobos e a bem humorada e alusiva Pô Elise!, uma redescoberta sorridente do clássico de Beethoven.

Claudio Goldman, que assume a voz e piano, contou com um timaço de músicos que deram a ambientação sonora precisa a cada uma das canções. São eles: Camilo Carrara (violão, cavaquinho), Décio Gioielli (percussão), Douglas Gomes (violino), Euclides Marques (violão de 7 cordas), Gabriel Goldman (clarinete), Gabriel Levy (acordeon), Gabriela Alves Toulier (voz), Gabriella Machado (flauta), John Berman (clarinete), Jonecir Fiori (acordeon), Marta Karassawa (piano), Ramiro Marques (saxofone), Renato Correa (flauta), o grupo vocal Canto Ma Non Presto e Frank Herzberg (baixo).

Goldman, proeminente cantor litúrgico na comunidade judaica brasileira, que nasceu em uma família artística – seu avô era violinista, seu pai pianista e sua mãe cantora – estreou profissionalmente em 1990. Desde então, gravou três álbuns, realizou inúmeros shows pelo Brasil e exterior e foi indicado ao Prêmio Sharp. Também foi finalista do Prêmio Visa.

A potencialidade de sua voz, que se desenvolve com ampla tessitura do barítono, passando pelo tenor lírico e um belo falsete pode ser observada em um de seus grandes sucessos de sua carreira: a canção When (Woman in Love).

O CD Versão Brasileira, gravado e mixado no FHStudio, ganhará um show de lançamento em São Paulo no dia 29 de março na casa Tupi Or Not Tupi no bairro da Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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CLASSICA

Placido Domingo: “Sempre fui um gentleman”

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Placido Domingo: "Sempre fui um gentleman"
Divulgação

A lenda da ópera, o espanhol Placido Domingo disse em uma recente entrevista à El Confidencial da Espanha, que, desde setembro deste ano quando foi acusado de assédio sexual por mais de 20 mulheres, sua vida virou um “pesadelo”.

“Fui galante, mas sempre dentro dos limites da gentileza, respeito e sensibilidade”, disse Placido Domingo. “Nunca me comportei de uma maneira agressiva, perseguidora e vulgar que (os acusadores) descreveram”, alegou.

Placido Domingo: "Sempre fui um gentleman"

Domingo, que chegou a deixar a Ópera de Los Angeles em 2019, reclamou em entrevista das acusações que sofreu: “A credibilidade dada ás acusações é automática… e me senti prematuramente julgado, sentenciado e condenado”, disse, reclamando que as exposições pelas quais passou resultaram nos “meses mais difíceis” de sua vida.

Contudo, Plácido Domingo também explicou que está determinado a cumprir sua agenda até 2021 e que tem se preparado muito para essas apresentações: “Foram tempos difíceis, mas as coisas diminuíram um pouco”, observa o tenor. “Estou trabalhando, estudando, ensaiando e me apresentando. Isso me proporcionou a calma que preciso para enfrentar esse pesadelo”, observa.

E concluiu: “Eu ainda me sinto forte e saudável”.

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CLASSICA

Pianista francês Alexandre Tharaud revisita Beethoven em “Versailles”

Álbum enaltece compositores associados à corte francesa dos séculos XVII e XVIII

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Pianista francês Alexandre Tharaud revisita Beethoven em "Versailles"
Divulgação | Warner Music Brasil

Quem, se não Alexandre Tharaud, seguiria um álbum dedicado às formidáveis três sonatas finais de Beethoven com um recital de peças compactas de Lully, Rameau, François Couperin e outros compositores associados à corte francesa nos séculos XVII e XVIII? O brilhante pianista francês lançou na última sexta-feira (15) o seu novo álbum Versailles, que já está disponível em todas as plataformas digitais pela Warner Music via Parlophone Records e Erato.

Pianista francês Alexandre Tharaud revisita Beethoven em "Versailles"

“Sempre fui atraído pela música francesa desse período”, explica Tharaud, cujo amplo catálogo para o selo Erato abrange Bach, Scarlatti, Haydn, Mozart, Chopin, Brahms, Rachmaninov, Satie, a música do Jazz Age Paris e a obra da cantora e compositora francesa Barbara. “Eu vejo este álbum como um buquê de peças curtas de diferentes compositores da época. É uma homenagem aos compositores de Versalhes. Eles foram ativos durante os reinados de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI e o mais novo deles, Claude Balbastre, morreu em 1799, 10 anos após o início da Revolução Francesa”, explica.

Tharaud lança o programa com uma obra que descreve como “uma obra-prima absoluta”, o prelúdio que abre o primeiro livro de peças de teclado de Rameau: “É como estar sozinho em Versalhes, abrindo as portas e entrando naquelas salas enormes e imponentes. A música começa com uma primeira seção de simplicidade contemplativa e desarmante, e depois se move para um prelúdio claramente definido que poderia ter sido escrito por Bach. De certa forma, resume todo o programa em apenas alguns minutos”.

Segundo Tharaud e até onde sabemos, várias dessas peças não foram gravadas anteriormente no piano moderno – ele menciona a música de Balbastre, Jacques Duphly e Pancrace Royer. Como ele explica, Lully não escreveu para teclado solo, mas a orquestra Marche Pour La Cérémonie Des Turcs, do Le Bourgeois Gentilhomme foi transcrita para piano várias vezes.

Para este álbum, Tharaud fez o próprio arranjo da peça, com o objetivo de capturar toda a riqueza de suas sonoridades e enfatizar sua natureza dançante.

Confira:

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CLASSICA

Andrea Bocelli critica tratamento com Placido Domingo: “Absurdo”

Tenor italiano afirma estar “chocado” com a forma que seu colega espanhol está sendo tratado por profissionais do setor em decorrência das denúncias de assédio sexual que tem sido objeto

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Andrea Bocelli critica tratamento com Placido Domingo: "Absurdo"
Divulgação

O tenor italiano Andrea Bocelli afirma estar “chocado” com a forma como seu colega Placido Domingo tem sido tratado por pessoas que trabalham no mercado musical, em meio as alegações de assédio sexual.

Andrea Bocelli critica tratamento com Placido Domingo: "Absurdo"

Placido Domingo cancelou várias performances e se retirou de diversos compromissos públicos, além de deixar o cargo de diretor da Ópera de Los Angeles, em decorrência das denúncias de várias mulheres por má conduta sexual.

“Ainda estou chocado com o que aconteceu com esse artista incrível”, disse Andrea Bocelli à Associated Press. “Eu não entendo isso. Amanhã uma senhora pode simplesmente dizer que “Andrea Bocelli me molestou há 10 anos” e, a partir desse dia, ninguém mais vai querer cantar comigo. As casas de ópera não me ligarão mais. Isso é um absurdo”, comentou.

No entendimento de Bocelli, o trabalho de um artista deve estar separado de sua vida pessoal, até que qualquer condenação seja executada.

“Sempre que isso acontece (uma convicção), é claro que o julgamento moral contra essa pessoal mudará o meu fim, mas não o julgamento artístico, porque são duas coisas diferentes”, concluiu.

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