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Entrevista com Alison Wonderland: “A minha música é reflexo das minhas emoções”

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A cantora, produtora e DJ australiana Alison Wonderland esteve no Brasil para se apresentar no Lollapalooza e concedeu uma entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil para falar de sua expectativa em tocar pela primeira vez no país e do seu novo álbum Awake.

Confira:

Marcelo de Assis: Alison, me fale sobre o seu sentimento de estar no Brasil e o que o público daqui pode esperar de sua apresentação no Lollapalooza?

Alison Wonderland: Bem, eu não sabia muito bem o que esperar no Brasil. É a minha primeira vez e eu sou fã da música brasileira. Então, eu quero finalmente tocar o meu set. Eu não sei se todos conhecem minha música no Brasil, eu nunca toquei aqui, então, estou muito animada por tocar em um novo lugar e o Lollapalooza é um dos meus concertos favoritos. É muito legal e eu quero voltar!

Marcelo de Assis: Você está próxima de lançar o álbum Awake pela EMI Music Austrália em abril. Qual será a proposta deste novo trabalho em relação a Run de 2015?

Alison Wonderland: Eu acho que segue como uma evolução! Run foi muito interessante, porque eu não esperava que Run seria ouvido por todos como realmente foi. Então, comecei a fazer o Awake e ficava pensando que tudo o que poderia fazer era continuar e manter o controle. De qualquer forma, o novo álbum está vindo naturalmente. Você sabe, novas músicas, novos bits loucos… Estou muito animada!

Marcelo de Assis: Como surgiu a sua parceria com o Trippie Redd no single High?

Alison Wonderland: Trippie Redd é um artista dos EUA e eu amo sua música, sua voz. Ele é muito diferente, interessante. Eu queria fazer um tipo de experimento com a sua voz em uma espécie de pop. Eu não sabia como ele iria reagir a isso, então expliquei sobre a música e ele era o único o qual eu queria realmente experimentar a voz. Foi muito louco. O clipe é incrível, porque apresenta uma “terra dos sonhos” com flores em todos os lugares.

Marcelo de Assis: Em setembro de 2017 você foi nomeada a Artista Revelação do Ano pela Electronic Music Awards. Como foi receber essa honraria?

Alison Wonderland: Ah… eu achei que não iria ganhar, porque artistas que eu amo como o Marshmallow poderiam ganhar! Eu fiquei muito surpresa e muito chocada. Eu estava tocando em um show em Nova York e quando saí do palco o meu empresário me disse: “Que p….. é essa!!!!” Sim, foi muito legal! Surpreendente!

Marcelo de Assis: Como você analisa o mercado de música eletrônica nos dias de hoje?

Alison Wonderland: Eu acho que há muito espaço na música eletrônica para as pessoas que querem mostrar o seu trabalho. Agora é mais fácil por ser mais flexível criar música. Se o seu artista pode fazer qualquer coisa, desde trap ao pop, no futuro todos poderão também. Eu acho incrível. Hoje em dia é mais fácil comprar softwares para criar música, então, eu acho que muitos jovens terão experimentos para aprenderem a produzir música. Estou muito animada com a música eletrônica hoje.

Marcelo de Assis: Aliás, o seu single U Don’t Know alcançou uma impressionante marca de 3 milhões de streams em 2016. Observa-se que para o gênero de música eletrônica, os artistas tem tido um êxito significativo em plataformas digitais. A música eletrônica encontrou o formato ideal para o seu público neste século?

Alison Wonderland: Eu acho que isso tem sido importante para todo o tipo de música. Tantas pessoas podem descobrir o seu trabalho como jamais foi possível, porque criaram plataformas para ouvir streaming em diversos tipos de lugares. É algo muito importante e incrível para os artistas.

Marcelo de Assis: Alison, como você busca inspiração para a concepção de suas músicas?

Alison Wonderland: Definitivamente pelas minhas emoções: felicidade, tristeza, rancor, tudo! São emoções extremas e eu sinto que é muito fácil para que eu crie música. É algo importante! É definitivamente emoção!

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.