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Entrevista com Alice Caymmi: "Estou sempre em reconstrução" Entrevista com Alice Caymmi: "Estou sempre em reconstrução"

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Entrevista com Alice Caymmi: “Estou sempre em reconstrução”

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Dona de um talento extraordinário que desde sempre habita o DNA de sua célebre família, a cantora e compositora Alice Caymmi concedeu uma entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil para falar sobre o seu novo trabalho, o EP Dizem Que Sou Louca que chega ao mercado com quatro versões da faixa Louca e já está disponível em todas as plataformas digitais pela Universal Music via Flecha de Prata Edições Musicais.




Neste bate-papo, Alice fala sobre a concepção de novo trabalho, de seu processo criativo por ser uma artista conceitual e os desafios que ela encontra nesta esfera.

Dona de uma criatividade ímpar, ela cria uma conexão entre a música e o audiovisual transformando em algo uníssono, realizando um trabalho diferenciado e moderno no mercado musical brasileiro que, para o bem da arte, traz em suas palavras o significado de um ciclo: “Tudo o que eu faço, é um alimento para um futuro trabalho”.

Confira:

Marcelo de Assis: Alice como foi a concepção deste novo EP “Dizem Que Sou Louca”?

Alice Caymmi: Este é um EP de versões da música e eu fiz uma versão acústica, uma versão a capella e um remix bem legal junto com João Brasil que é bem dançante e que é um grande presente para os fãs que querem dançar e tudo mais. Eu tinha planejado isso para o final do ano passado, porque é realmente um presente que estou dando para eles pelo tempo em que eu não pude trabalhar o single na época. Então, estou trabalhando bastante ele e fechando com esse matéria para que eles possam tirar o máximo de proveito possível e imaginável dessa música que eu vi que comoveu e ajudou muita gente.

Marcelo de Assis: Você criando esse tipo de extensão de seu trabalho, como você mesma disse, um presente para os fãs, isso poderia influenciar ou impulsionar os seus futuros trabalhos?

Alice Caymmi: Sempre, sempre! Tudo o que eu faço, é um alimento para um futuro trabalho. E como eu estou em reconstrução – porque toda as vezes em que estou entre um álbum e outro, temos que nos “destruir” para nos “reconstruir” – como os artistas que trabalham com conceito e com forte criação em todos os sentidos, precisam se se destruir primeiro – ainda estou tirando a última pena do corpo para poder me renovar, para que eu possa voltar e como não há um caminho apontado certo, eu não tenho como dar uma prévia para dizer onde eu vou. Não há um trabalho a ser lançado que, tem claro, tudo haver com esse e, enfim, eu continuo sendo a Alice conceituado e intérprete que todo mundo gosta.

Marcelo de Assis: De fato. E desde o começo quando comecei a acompanhar o seu trabalho, vejo que você faz algo completamente diferente no mercado musical brasileiro por ser uma artista conceitual. Você já nasceu com isso ou era algo que você projetou no futuro?

Alice Caymmi: Eu não sabia que eu ia chegar nesse nível de conceituação e concepção de cada obra que eu tivesse. Eu sabia que eu iria trabalhar com música mas não sabia que era isso. Mas o interesse pelas obras conceituais sempre existiu em mim. O fato de eu ser fã da Bjork desde criancinha já mostra isso, as coisas de arte contemporânea que eu pedia para ir quando era criança já diziam isso, as exposições, os artistas que eu gostava desde cedo… a minha relação com as artes plásticas é muito forte, a minha relação com a performance é muito forte, então, eu sempre fui, bem ou mal, um ser conceitual. E eu acho que meu avô ele tinha isso, mas não essa coisa camaleônica, porque ele viveu em uma época em que não precisava se reinventar tão rápido. E ele tem uma obra tão genial, que ele não precisou reinventar absolutamente nada porque ele criou. É como se ele tivesse criado o “feijão-com-arroz”, sabe?

Marcelo de Assis: Ser artista conceitual, naturalmente, sofre algum tipo de pressão nesse sentido, Alice? De se reinventar a todo o momento?

Alice Caymmi: Totalmente! Me sinto totalmente pressionada. Tem épocas que eu tenho vontade apenas de ficar nua em uma casa de campo, criar galinha e acabou, porque cansa! É uma coisa difícil mas é da minha personalidade isso. Quando eu falo, “Vou dar uma descansada!”, daqui a pouco eu vejo estou criando uma situação nova: ou um disco novo, ou um show novo ou um projeto.

Marcelo de Assis: Esse novo EP abre com Spiritual e essa faixa dialoga muito com seus registros audiovisuais. Muitas dessas coisas as quais você projeta tem haver com crença? Em outras palavras: qual é a sua crença?

Alice Caymmi: A minha religião, a minha vida, o meu caminho é o caminho dos Orixás. Eu nasci no Candomblé e cresci na UmbandaEntão, eu não vivo sem um apoio e sem o suporte dos Orixás e eu sou praticamente mesmo na religião. Não tem nada holístico tipo, “ah, eu acho curioso”. Não, é a vida vivida dessa forma mesmo e dedico muito do que consegui até hoje a eles. Meu avô era assim também, que é uma coisa que eu faço completamente igual ao meu avô e, sim, a vida espiritual permeia muito a minha vida artística o tempo inteiro. Até onde não há citações diretas, há citações indiretas muito fortes.

Marcelo de Assis: Em janeiro de 2018 você lançou seu terceiro álbum Alice e contou com vários nomes como Rincon Sapiência, Pablo Vittar, Cléo e Ana Carolina. Como nasceu a ideia deste álbum?

Alice Caymmi: Cara, esse álbum foi um trabalho que eu nunca demorei tanto para fazer. Levei um ano para fazer este álbum e, assim, foi um álbum feito a muitas duras penas porque eu estava em muito sofrimento, tive problemas pessoais muito fortes e ele foi feito em cima de muita, muita dificuldade. Nunca pensei que fosse passar tanta dificuldade assim …

Marcelo de Assis: Esse álbum acaba refletindo essa fase difícil? Seria um desabafo?

Alice Caymmi: Ele não é um desabafo, muito pelo contrário: ele é uma tentativa de mudança de assunto. As únicas faixas que falam realmente sobre sofrimento é Inimigos, que tem uma participação do Rincón Sapiência, e Spiritual. Toda a parte mais pop foi uma tentativa de desvirtuar um pouco, porque eu sempre cantei o meu sofrimento com muita facilidade, mas eu nunca sofri tanto. Então, eu não consegui. Agora que estou me refazendo é que eu tenho certeza que vou conseguir vir com força total de novo com mais facilidade.

Marcelo de Assis: Então esse álbum foi uma experiência para que as dificuldades que você enfrentou, viessem a te conduzir a você aprender a lidar com essas emoções e desaguarem em suas composições e hoje você teria mais “equipamentos”, por assim dizer, para poder implementar essas emoções dentro de uma composição?

Alice Caymmi: Isso, exatamente! Exatamente! Estão mais “armadas” e mais fortes!

 

 

“A minha relação com as artes plásticas é muito forte, a minha relação com a performance é muito forte, então, eu sempre fui, bem ou mal, um ser conceitual”

 

 

 

Marcelo de Assis: O que teremos da Alice Caymmi para 2019?

Alice Caymmi: Estou preparando coisas para o verão. Darei uma repaginada no meu show que eu venho fazendo, do disco Alice, vou dar uma mexida nele porque, enfim, acho que temos que ir mexendo nos repertórios e ir renovando ele e eu não consigo cantar a mesma coisa tanto tempo, sabe? É um show mais alegre, é um show de verão, combina com ele. E além disso estou em um momento de honrar a memória do meu avô muito forte, então é muito capaz que eu participe de outros projetos ligados à memória dele com mais frequência neste ano.

Marcelo de Assis: Alice, você já enfrentou uma grande barreira por ser uma artista conceitual? Como que é isso no Brasil?

Alice Caymmi: É só você analisar minha trajetória! Eu fiz um disco que será moderno por mais uns dez anos no mínimo que é o Rainha dos Raios e ele hypou. Mas aí ele ficou no hype e não é isso aí! Ele é um disco de quebra de paradigmas e tudo mais. O Alice, por exemplo, poderia ter sido muito mais compreendido e entendido e ele não foi. As pessoas não entenderam. O pessoal acolheu, o meu público aumentou, os meus números aumentaram, porém não sinto que as pessoas tenham entendido. E continuo sentindo que as pessoas não entendem tudo. Aí eu fico: “Vou parar de entregar tudo isso?”, sabe? As vezes fico pensando assim, se eu “vou parar de entregar tudo isso porque ninguém se importa” ou “eu vou entregar tudo isso, porque eu vivo assim e é assim que eu faço as minhas coisas”. Eu nunca fiz arte conceitual por causa de público, até porque ninguém decide ser conceitual por causa de público. Teoricamente na cabeça dos caretas, conceitual não atinge o público. Mas atinge sim! Não sei se é falta de contato com esse tipo de arte, porque existe um mercado alternativo né? E esse mercado alternativo é muito engraçado, porque a pessoa vai e dá um hype no eixo Rio-São Paulo. Aí esse hype do eixo Rio-São Paulo dá uma subida para o Nordeste. Aí algumas pessoas ficam sabendo, mas ainda não é a compreensão do seu trabalho, entende? Acho que o trabalho conceitual não “cola” muito mas eu faço do mesmo jeito e não me importo mais.

Marcelo de Assis: Você é muito fã da islandesa Bjork …

Alice Caymmi: É uma que ninguem nunca entendeu e continua não entendendo!

Marcelo de Assis: O mundo não entendeu esses artistas conceituais ainda?

Alice Caymmi: Não, não entendeu mas eu posso falar da Bjork assim: ela tem “zero” energia de incompreendida, sacou? Ela está realmente, efetivamente pouco se fodendo! E ela tem o público dela, faz o negócio dela do mesmo jeito e, enfim, e é uma artista internacional maravilhosa, bilionária: ganhou uma ilha da Islândia. É como um presente pelo o que ela fez pelo país. Ela faz exatamente o que ela quer e a música dentro da cabeça dela é aquilo que vai continuar sendo e acabou. Óbvio que ela tem o planejamento para os fãs dela, óbvio que ela tem presentes que quer dar, óbvio que ela sabe que determinadas canções vão tocar mais o público ou não. Tanto que ultimamente ela tem feito disco atrás de disco para tentar curar um término de casamento, que foi mortal para ela, e ela não para de fazer os discos. Ela interrompe uma turnê no meio e fala “não consigo mais cantar esse disco!”. Faz outro! Ela não segue leis de mercado malucas. Ela é imprevisível. Claro que eu não quero ser uma pessoa completamente imprevisível, mas ao mesmo tempo eu me recuso, cara, eu me recuso na minha vida a ir em reunião de gravadora pra ela me dizer qual é o próximo passo. Isso eu tenho pavor!

Marcelo de Assis: No começo de carreira você chegou a se apresentar no Canecão …

Alice Caymmi: Isso. Há 14 anos!

Marcelo de Assis: A Alice Caymmi daquele momento para hoje: o quanto ela mudou?

Alice Caymmi: Cara, dali … é engraçado porque estou tentando voltar pra lá … A gente sempre tenta retornar ao inicio, mas nunca seremos criança de novo. Aquele foi o dia mais feliz da minha vida!

Marcelo de Assis: O que significou tanto?

Alice Caymmi: Eu descobri que eu amava aquilo! E eu descobri que estava sozinha, que eu poderia fazer o que quisesse! Não tinha meu pai, minha mãe, não tinha ninguém! Eu estava na coxia e eu ia entrar em cena. Aquele lugar era só meu, então, percebendo que aquilo era pra mim, nossa, a minha vida funcionou mais fácil para mim em diante. E eu acho que eu tenho que recuperar isso. E depois fui fechando, fechando, fechando como todo adulto. E fui entendendo e não entendendo, reconhecendo e não reconhecendo aquele espaço como meu. Porque a gente sofre, tomamos muita porrada e é desleal, é desnecessário, não precisávamos sofrer tanto, mas é assim. Eu já me distanciei do palco tantas vezes, me reaproximei do palco tantas vezes e falando assim parece que eu tenho 40 anos mas eu tenho 28! Pensa que a primeira vez em que pisei no palco eu tinha 12.

Marcelo de Assis: Em mercados estratégicos como o norte-americano e europeu, um artista conceitual consegue ter muito mais uma amplitude artística do modelo que encontramos no Brasil?

Alice Caymmi: Com certeza, eles são muito mais evoluídos nesse sentido!

Marcelo de Assis: Por quê?

Alice Caymmi: Cara, porque eles nasceram lá! A arte conceitual nasceu no além-mar. Uma pessoa que se empenhou em trazer a arte conceitual para o Brasil no âmbito da música: Tom Zé! É o cara mais artista plástico na música que eu conheço. Quando ele começou ela já era um dos precursores da Tropicália. E hoje em dia então, hoje em dia é “oi bebê, eu gosto mais de você do que de mim” e é genial essa música. Mas eu acho que ainda chegaremos lá!

Marcelo de Assis: Há esperança!

Alice Caymmi: Há esperança! Há esperança!

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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Entrevista com Sérgio Affonso, presidente da Warner: “O digital democratizou a música”

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Entrevista com Sérgio Affonso, presidente da Warner: "O digital democratizou a música"
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Ele está a frente da empresa que conta com um cast que está na vanguarda do pop atual como Anitta, Ludmilla e IZA. Sérgio Affonso, presidente da Warner Music Brasil iniciou sua bem sucedida carreira na indústria musical ainda nos anos 1980 na saudosa EMI-Odeon. Também passou rapidamente pela gravadora Copacabana, entrando para a equipe da WEA na mesma década, onde foi diretor de marketing internacional.

Com excelentes resultados na companhia pavimentou o caminho para que Affonso fosse nomeado presidente da filial mexicana em 2001, por onde permaneceu durante um período de seis anos. Já em 2006, ele retorna ao Brasil para assumir a presidência da Warner Music, onde segue no posto até hoje.

Com grande experiência no mercado musical dos anos 1980 e no novo mercado, onde as gravadoras trabalham em sistema 360º e proficiente na era digital da música, Sergio Affonso concedeu uma entrevista exclusiva ao TMJ para falar sobre a fase atual da Warner, os artistas que formam seu quadro e sobre os valores do funk e do pop brasileiro, deixando claro que não há uma preferência musical predileta: “Eu quero trabalhar com boa música”.

Confira:

Entrevista com Sérgio Affonso, presidente da Warner: "O digital democratizou a música"

Marcelo de Assis: Como foi o ano de 2019 para a Warner Music Brasil?

Sérgio Affonso: O ano de 2019 foi muito bom para a gente. Conseguimos alguns resultados até de certa forma imprevisíveis, para uma companhia como a Warner ter a música sertaneja mais tocada no Brasil quando eu tenho apenas três artistas sertanejos na companhia: Paula Mattos, Day & Lara e João Gustavo & Murilo. Então, foi um ano muito bom para a gente, terminamos o ano muito bem em posicionamento de charts e os artistas novos como foi o caso da Giulia Be, do PK, da consolidação da carreira da Pocah, isso sem falar de Anitta, IZA, Ludmilla, Ferrugem que são os grandes nomes, mas foi um ano muito bom para nós.

Marcelo de Assis: Eu vejo que a Warner, já a alguns anos, aposta bastante na música pop. Isso é notável no mercado. Será esse o caminho a ser seguido pela companhia nos próximos anos ou haverá a possibilidade de se abrir um espaço maior para outros gêneros?

Sérgio Affonso: Olha Marcelo, nunca houve da minha parte, uma concentração em apenas um gênero musical. Na verdade, existe um dado que é importante se destacar, que quando começamos a trabalhar com o funk, acredito que fomos a gravadora das majors que mais investiu no gênero, o funk não era considerado pop, pelo contrário, era meio maldito até. E aí o funk foi crescendo tanto que virou pop. Eu não tenho uma preferência por um segmento musical. Houve essa coincidência, mas sou uma companhia que tenho outros gêneros musicais como o Papatinho, Miranda, o Suel que é um sambista, o Pedro Sampaio que é um DJ do funk, do pop, estou lançado duas artistas novas agora que são uma preciosidade, dentro de um segmento pop, uma mais pop no sentido da palavra, a outra mais sofisticada, mais adulta que é a Samantha Machado e Elana Dara, que é uma artista incrível. Então eu tenho todos os segmentos dentro da companhia, não tenho nenhuma definição do tipo “só quero trabalhar com esse segmento”. Para mim, eu quero trabalhar com boa música. As vezes, nem sempre é possível, colocamos algumas coisas no mercado que muita gente não curte, mas são expressões autênticas de quem realiza seu trabalho. Mas eu quero trabalhar com música e não tenho um segmento direcionado.

 

 

Eu vejo isso como muito positivo isso, nada que atrapalhe a música e nada que impeça que o funk continue crescendo – Sérgio Affonso, sobre o atual funk brasileiro.

 

 

 

Marcelo de Assis: a Anitta se consolidou no mercado brasileiro e está muito bem no mercado internacional. Qual foi a fórmula para esse trabalho artístico ter uma ascensão, do artista que era do funk e migrou para o pop? Em outras palavras, em que meios a gravadora consegue colaborar para que o artista tenha essa ascensão?

Sérgio Affonso: Ah essa pergunta é complicada! Primeiro de tudo, o que sempre digo, no caso da Anitta, pela obstinação, o foco que ela tem, é um caso que deverá ser estudado, porque, desde a primeira reunião que tive com ela, ela falou tudo o que ela queria e tudo o que ela queria, eu diria que 99% está acontecendo. Uma artista absolutamente focada, trabalha como poucas pessoas eu conheci na vida, então ela tem foco, obstinação, muita força de trabalho e inteligência. A gravadora entrou apoiando, no que era possível, tudo o que a Anitta pleiteava com a gente. Obviamente, nem tudo é possível mas sempre apoiamos ela e sempre tentamos dar o retorno a qual nos propormos: de alavancar a carreira do artista, de ajudar a fazer sucesso, mostrar a música do artista para um número maior de pessoas. E foi o que fizemos desde o começo, todo o suporte financeiro, de equipe, e os resultados têm acontecido. A Anitta realmente merece. A carreira dela está realmente deslanchando lá fora, as coisas estão acontecendo e estamos muito felizes. Agora, nós temos outros artistas que estão em uma performance que temos que reconhecer que são espetaculares como a IZA, o ano passado foi muito da Ludmilla. Não é fácil: diretor de marketing, técnico de futebol e médico, já dizia minha vó, todo mundo quer ser, todo mundo quer saber. Então muitas vezes as ideias se conflitam, há divergências, mas temos conseguido, graças a Deus, ter uma compreensão dos nossos artistas e da equipe com a qual trabalho, tocar para frente e ver os resultados que estamos alcançando.

Entrevista com Sérgio Affonso, presidente da Warner: "O digital democratizou a música"

Marcelo de Assis: O mercado atual não dá para comparar com as décadas de 1980 e 1990 porque mudou muita coisa. O que se percebe hoje é que esses artistas novos que têm uma potencialidade artística muito grande, parece que encontram um caminho mais rápido de se criar uma conexão com artistas estrangeiros. A Ludmilla fez isso, a Anitta também fez isso, a Pocah fez turnê internacional e há muitos anos, esse intercâmbio não era algo tão rápido. Como você analisa essas mudanças?

Sérgio Affonso: Eu participei disso tudo há muitas décadas e realmente a dificuldade era enorme, porque falamos um idioma que parece meio “exótico” e que nem sempre os artistas internacionais conseguem cantar facilmente e não haviam as ferramentas que existem hoje. A ferramenta digital, a internet, os serviços de streaming universalizaram a música. Hoje, uma música tem uma chance maior de chegar lá fora muito mais rápido do que antigamente. Então eu acho que a internet e os serviços digitais democratizaram essa possibilidade. Pode haver um cara, nesse momento, lá no Curdistão, ouvindo uma música da Anitta, da Ludmilla ou do Ferrugem. Eu por exemplo adoro música estranha. Se você olhar minha playlist, só tenho música árabe, música do Marrocos, música indiana, porque eu gosto de descobrir o que está rolando. Então, eu acho que isso deu uma abertura muito grande para música. Mas tem outra coisa: depois da Bossa Nova, nós colocamos uma outra música altamente dançante e contagiante, que é o funk. Muita gente no Brasil, execra, fala mal, tem muita coisa ruim mesmo. Tem coisas que doem no coração, mas é uma música para dançar, não é uma música para filosofar. E isso ajuda muito porque, o público em geral, que consome música hoje no mundo inteiro, é um público muito jovem. Então está interessado em se divertir e eu acho que tudo isso ajudou bastante na abertura para esses artistas. Esses artistas da nova geração, a IZA, Ludmilla e Anitta já vivenciaram isso que estou falando. Eles já nasceram no meio dessa modificação do mercado, dessa abertura digital. Um dos artistas que eu amava muito, com quem trabalhei, o Gonzaguinha (1945-1991), por exemplo, ele nunca teve discussão comigo sobre carreira internacional. Porque era quase impossível. Acontecia uma turnê aqui e ali e era tudo. E hoje não, a Ludmilla, que tem 24, já chegou nesse mercado. Pedro Sampaio, estourou esse problema do coronavírus, no dia seguinte ele já tinha uma música ensinando a lavar as mãos. Eles estão nesse pique que é muito veloz, muito rápido, não dá para acompanhar não.

Marcelo de Assis: Muitas pessoas me questionam o funk a partir de uma herança cultural. Bem sabemos, que o funk, inicialmente, começou nos anos 1960 nos EUA. E certa vez, entrevistei o Caetano Veloso que explicou que essa batida do funk daqui era derivada de um ritmo de Miami, chamado Miami Beat Sound. Apresentar o funk tal qual como ele é hoje, um produto pop, não cria um distanciamento da referência histórica que é o funk norte-americano, de sua construção melódica?

Sérgio Affonso: O funk carioca, de onde tudo começou, tem a ver com esse Miami Beat Sound e foi evoluindo. No meu entendimento, o funk é uma música legítima nossa. Eu trabalhei com muito baile funk no Bangu, no Magnata, enfim, em vários clubes aqui no Rio de Janeiro. Naquela época, eu fazia promoção com o Furacão 2000, o DJ Marlboro, nós víamos que naquela época as pessoas, da forma que começa para mim, como eu vivi, eu presenciei 5 mil pessoas no baile funk, em um sábado à noite, sem ar-condicionado, sem nada, 60 graus naquele lugar, pessoas dançando e fazendo as suas versões com letras em cima de uma música de sucesso internacional. Eles inventavam a letra. A música Bette Davis Eyes da Kim Carnes que ela falava “she’ll unease you” e como as pessoas não sabiam dizer isso, falavam “Seu Anísio” e acabava virando o “Melô do Seu Anisio”. Começou com essa brincadeira, foram aparecendo os MC’s fazendo música nova e foi se transformando, também no funk de São Paulo, Nordeste e outras derivações. Eu vejo isso como muito positivo isso, nada que atrapalhe a música e nada que impeça que o funk continue crescendo.

 

Anitta é um caso que deverá ser estudado, porque, desde a primeira reunião que tive com ela, ela falou tudo o que ela queria e eu diria que 99% está acontecendo.

 

 

 

Marcelo de Assis: Eu acompanho muitos artistas novos que não estão vinculados à uma gravadora, é o sonho de muitos artistas apesar de toda essa democratização que existe na internet, como companhias independentes – essas empresas sempre existiram. Qual o caminho para esses novos artistas, que por vezes muito talentosos, porém anônimos, conseguirem um lugar ao Sol? Mais diretamente: como a Warner enxergaria esses artistas hoje e conseguiria capitaneá-los para a empresa?

Sérgio Affonso: O que o artista tem que fazer, primeiro de tudo, com essa democratização da internet, é fazer um vídeo com o seu próprio smartphone, cantando e subir ele no YouTube ou Instagram e apresentar para as pessoas, porque acaba chegando para a gente. E outra coisa, é buscar o contato com a gravadora mesmo. Eu sou mais do que feliz em receber esse material e procuro ouvir o máximo que posso de tudo.

Marcelo de Assis: Sergio, eu vejo que as outras gravadoras lançaram lojas com seus produtos. A Warner vai entrar nesse mercado?

Sérgio Affonso: Nós temos uma operação muito pequena de material para colecionáveis, mas a gente ainda vê um grande mercado no Brasil para isso. Eu não tenho, nesse momento, nenhum plano de ter uma loja. Estou trabalhando apenas nessa parte do material colecionável, que atende pedidos de fãs.

Eu vejo isso como muito positivo isso, nada que atrapalhe a música e nada que impeça que o funk continue crescendo.

Marcelo de Assis: Nós do TMJ sempre fazemos matérias de produtos que, por vezes, não são comercializados no Brasil e são distribuídos internacionalmente. E quando os artistas internacionais lançam um álbum com vários formatos, não chega por aqui. Não somos um mercado para esses produtos?

Sérgio Affonso: Marcelo, o que você está falando é parcialmente verdade. Nós lançamos digitalmente tudo o que a companhia lança. Hoje, quando sobe uma música nas plataformas, geralmente ele está liberado para o mundo inteiro, a não ser que haja algumas restrições contratuais que determinados artistas têm. Por exemplo, existe uma artista “A” onde tem uma parte do mundo que ela não pode ser incluída. Fora isso, 80% do nosso catálogo está disponível integralmente. Agora, para o formato físico, o mercado praticamente desapareceu e quem define o que será lançado neste formato aqui é a empresa com a qual nós temos um contrato de distribuição, no caso a RIMO, e eles que definem porque o risco de estoque são deles. Agora todos os artistas do catálogo antigo, a própria RIMO importou cerca de 10 mil discos de vinil de artistas de catálogo. O mercado físico diminuiu a níveis muito baixos, mas o digital está todo disponível. Não temos porque não lançá-los. A não ser aqueles que não existem contratos e, mesmo assim, nós estamos entrando em contato com a família para lançá-los.

Marcelo de Assis: Como que a Warner Music está enfrentando essa quarentena do coronavírus?

Sérgio Affonso: Eu trabalho mais de 30 anos na Warner e digo que estou encantado de ver como a companhia está preocupada com isso. Talvez tenhamos sido uma das primeiras gravadoras a entrar em home-office e temos reuniões atrás de reuniões e ninguém falou de faturamento comigo até agora. O que se fala é se as pessoas estão seguras, se estamos conseguindo tocar o barco, como estão os nossos artistas e empregados. A gravadora está jogando muito sério nesse ponto e vai levar tempo, na minha opinião, para superarmos tudo o que está acontecendo. Na minha opinião, tudo isso será superado 100% depois que aparecer uma vacina ou um tratamento eficaz.

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Entrevista com Eagle-Eye Cherry: “É um prazer encerrar esta turnê no Brasil”

O cantor e compositor sueco concedeu uma entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil onde fala de seu relacionamento com a irmã Neneh Cherry, de suas colaborações com artistas brasileiros e de sua alegria em retornar ao Brasil.

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Entrevista com Eagle-Eye Cherry: "É um prazer encerrar esta turnê no Brasil"
Nando Machado

O cantor Eagle-Eye Cherry esteve no Brasil pela primeira vez em 1999 quando se apresentou no extinto Free Jazz Festival e voltou diversas vezes nos anos seguintes para turnês concorridas e shows esgotados. Aqui no Brasil, construiu uma sólida base de fãs, impulsionada por sua participação em trilhas sonoras de novelas, filmes e séries como Smallville, Billy Elliot e E Sua Mãe Também, além de parcerias com artistas locais como Maria Gadú e Vanessa da Mata e o guitarrista Carlos Santana.

Entrevista com Eagle-Eye Cherry: "É um prazer encerrar esta turnê no Brasil"

Filho do prestigiado trompetista Don Cherry e da pintora Monika Moki, a música está na vida de Eagle-Eye desde o começo. Com sua irmã Neneh Cherry, hoje também cantora e musicista, viajou o mundo em turnês com o pai. Aos 12 anos, mudou-se para Nova York para estudar cinema e começou a trabalhar como ator, além de baterista para diversos grupos da cena local.

Pouco depois da morte do pai em 1995, retorna a Estocolmo para começar o compor o que seria o seu primeiro grande sucesso comercial, o álbum de estreia Desireless, que projetou o músico para uma carreira internacional, vendeu mais de 4 milhões de cópias e foi disco de platina nos Estados Unidos com sua roupagem pop aliada a elementos de folk e blues.

De lá para cá, foram mais cinco álbuns de estúdio e um disco ao vivo, gravado na icônica casa de shows Circo Voador no Rio de Janeiro, onde também se apresenta nesta nova turnê. Streets of You, seu último trabalho inédito, foi lançado em 2018.

Eagle-Eye Cherry, que chegou a gravar um novo clipe em São Paulo no último domingo (20) e se apresenta na capital paulistana no Cine Joia no dia 23 de outubro e no dia 24 no Circo Voador no Rio, concedeu uma entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil onde fala de seu relacionamento com a irmã Neneh Cherry, de suas colaborações com artistas brasileiros e de sua alegria em retornar ao Brasil para finalizar a sua atual turnê, onde ele diz que “é um prazer muito grande encerrar esse ciclo em lugar que eu gosto tanto”.

Confira a entrevista:

Entrevista com Eagle-Eye Cherry: "É um prazer encerrar esta turnê no Brasil"

Marcelo de Assis: Qual a sensação de retornar ao Brasil e sua expectativas para os seus shows aqui?

Eagle-Eye Cherry: Estou muito feliz em retornar ao Brasil. Estamos em turnê com este álbum há mais ou menos um ano e quando descobri que os últimos shows seriam aqui eu fiquei muito animado. Eu gosto muito do público brasileiro e é um prazer muito grande encerrar esse ciclo em lugar que eu gosto tanto.

Marcelo de Assis: Eagle, você esteve aqui pela primeira há exatos 20 anos. Ainda se recorda daquele momento quando se apresentou aqui?

Eagle-Eye Cherry: Sim, foi no Free Jazz Festival com o Roots e o Finley Quayle. Eu me lembro muito bem, porque cresci ouvindo música brasileira, então, eu sempre soube que viria ao Brasil em algum momento, só que eu acreditava que seria como turista e não como artista. Naná Vasconcelos, que era amigo do meu pai, tocaram juntos e isso se mantém com uma memória muito viva para mim.

Marcelo de Assis: Como você avalia sua carreira até hoje desde o lançamento de Desireless?

Eagle-Eye Cherry: Eu me senti um homem de sorte por ter essa carreira até hoje, porque quando eu comecei eu tive muitos sonhos e realizei muitos deles. Tive participações em programas de TV, coisas que eu não imagina que eu faria e acabei realizando, mas, acima disso, eu consegui criar uma música que resistisse à prova do tempo e eu sinto que consegui isso. É uma grande realização.

 

 

“Eu gosto muito do público brasileiro e é um prazer muito grande encerrar esse ciclo em lugar que eu gosto tanto.”

 

 

 

 

Marcelo de Assis: E você é irmão da Neneh Cherry. Como é a relação de vocês e como vocês discutem a música?

Eagle-Eye Cherry: Eu sou um grande amigo da minha irmã. É minha pessoa favorita. Eu não a vejo sempre, mas, temos uma relação ótima. Temos uma compreensão sobre o outro muito grande e quando estamos juntos, na maior parte do tempo, não falamos sobre trabalho. Cozinhamos e fazemos coisas juntos, mas eu sei que se eu precisar conversar sobre música com alguém, uma das pessoas que mais me entendem é minha irmã, então, me sinto confortável para falar com ela sobre qualquer coisa.

Marcelo de Assis: Você já trabalhou com artistas brasileiros como Maria Gadú e Vanessa da Mata. Como foi essas colaborações e o que elas agregaram em sua carreira?

Eagle-Eye Cherry: Tive uma colaboração com a Maria Gadú e quando estava pensando em fazer uma colaboração, eu descobri a voz dela que é uma coisa maravilhosa e acredito que a música foi para outro patamar e com a Vanessa da Mata, eu acabei descobrindo ela depois de uma colaboração com o Ben Harper, de quem eu sou muito fã e acredito que essas colaborações agregam muito e eu fiquei muito feliz com ambos os resultados.

Marcelo de Assis: Quem é o Eagle-Eye Cherry?

Eagle-Eye Cherry: Eu faço essa pergunta todos os dias quando eu acordo e me olho no espelho! (risos). E quando eu levo muito tempo em gravar um álbum e outro é porque eu ainda tenho dificuldade com essa parte de celebridade. Eu gosto muito de tocar, é tudo para mim, é como respirar, comer, algo vital. Mas ainda tenho essa dificuldade de estar muito exposto e as vezes faço pausas maiores na carreira. Tem esses dois Eagles: o cara que sobe no palco e outro que é uma pessoal normal, que prefere ficar longe das câmeras.

Marcelo de Assis: Música tem que ser a celebração da vida ….

Eagle-Eye Cherry: Sim! Exatamente!

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Entrevista com Lucas Lucco: “Guardo dentro de mim muitos sonhos.”

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Entrevista com Lucas Lucco: "Meu novo projeto é trazer uma proximidade com o público"
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O cantor e compositor Lucas Lucco lotou semana passada o Madalena Gastrobar, em Goiânia. Foram cerca de 500 pessoas no espaço para prestigiar uma estreia. Qual? Nada mais, nada menos, do que o novo projeto de Lucas, intitulado De Bar em Bar. Com a presença de amigos, fãs e da noiva, Lorena Carvalho, o cantor trouxe ao público 5 canções inéditas. São elas: Ex pegador, Rolo coisa e tal, Desnecessário, Sumiu do mapa, Boquinha de cerveja, Disney, além de trechos de seus sucessos.

Com muita animação, mas sem deixar o romantismo de lado, a novidade do novo trabalho irá rodar por diversos bares Brasil afora, sempre carregando consigo músicas inéditas para o público, além de enaltecer a cultura regional e as histórias dos povos pelo país.

Em uma entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil, Lucco falou mais sobre este projeto, sobre a turnê de A Origem e como ele analisa a carreira como um todo. Confira:

Entrevista com Lucas Lucco: "Meu novo projeto é trazer uma proximidade com o público"

Marcelo de Assis: Lucas, como nasceu a ideia de realizar este projeto “De Bar em Bar”?

Lucas Lucco: A ideia nasceu com o objetivo de reunir amigos e fãs em um clima agradável e descontraído, com intuito de celebrar as raízes da música popular brasileira, em especial o sertanejo.

Marcelo de Assis: O intuito deste novo projeto é reunir amigos e fãs. Ou seja, a nova série de shows seria algo mais intimista se comparado aos grandes shows?

Lucas Lucco: Não diria intimista, mas a ideia é trazer uma proximidade com o público, com palco menor, mais baixo e com a possibilidade de andança nas passarelas e no próprio balcão.

Marcelo de Assis: Você pretende usar esse encontro como uma label registrada. Como funcionará isto?

Lucas Lucco: A ideia é bem recente, mas pretendo tornar uma label registrada sim, com certeza.

Marcelo de Assis: Como tem sido a turnê de A Origem?

Lucas Lucco: Tem sido muito bacana, estamos rodando o Brasil todo, onde posso compartilhar com o público uma das minhas grandes paixões, que é o sertanejo, além da aproximação com os fãs, que são sempre muito fieis.

 

 

“É incrível, o balanço que faço é muito positivo. São anos de muito aprendizado, muito crescimento pessoal e profissional.”

 

Marcelo de Assis: Lucas, como você analisa sua carreira como um todo? Em outras palavras, como foi o processo de amadurecimento neste sentido?

Lucas Lucco: É incrível, o balanço que faço é muito positivo. São anos de muito aprendizado, muito crescimento pessoal e profissional. Tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis neste caminho, que fizerem e fazem toda a diferença na minha vida.

Marcelo de Assis: Quanto à música sertaneja, o que mudou desde o inicio de sua carreira?

Lucas Lucco: A música sertaneja sempre esteve em alta, temos artistas incríveis hoje em dia e isto só tem crescido. Acredito que o principal destaque atualmente seja a ascensão das duplas femininas, o feminejo veio com tudo!

Marcelo de Assis: Quais são seus planos para 2020?

Lucas Lucco: Ah, são muitos. Quero lançar novos projetos, músicas e trabalhar muito. Amo o que faço, de todo o coração.

Marcelo de Assis: A tônica de seu trabalho sempre foi o romantismo. Por que o sertanejo dialoga tanto com esse sentimento?

Lucas Lucco: Sim, eu sempre fui apaixonado por música sertaneja, sempre fui um cara romântico. Acho que temos o sertanejo moderno dialoga muito com este sentimento, e isto é incrível.

Marcelo de Assis: Luccas, tem algum sonho que você ainda não realizou?

Lucas Lucco: Sou um cara muito realizado, mas guardo dentro de mim muitos sonhos. Com fé e trabalho, espero
conseguí-los.

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