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Entrevista com o Projota: "Para chegar onde eu cheguei, eu tive que meter o louco" Entrevista com o Projota: "Para chegar onde eu cheguei, eu tive que meter o louco"

HIP-HOP

Entrevista com o Projota: “Para chegar onde eu cheguei, eu tive que meter o louco”

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Um dos grandes expoentes do rap brasileiro, o cantor e compositor Projota lançou recentemente o seu novo álbum A Milenar Arte de Meter o Louco pela Universal Music. Nascido José Tiago Sabino Pereira, o garoto rimador de Lauzane Paulista, zona norte de São Paulo, tem apresentado um consistente e inovador trabalho dentro do gênero, ultrapassando barreiras e conquistando notoriedade e milhares de fãs no Brasil.

Projota atendeu a imprensa neste mês em São Paulo para falar do novo disco, de seu processo criativo e explica a “arte de meter o louco” em sua carreira artística. confira:

Marcelo de Assis:  Qual foi a inspiração para o título deste álbum?

Projota: Eu sempre me achei louco. Ha um bom tempo eu tenho isso e eu coloco em varias musicas minhas. Sempre tem muita coisa de loucura, sempre eu falo muito sobre loucura, sobre a palavra louco e mais uma vez saiu naturalmente quando eu fiz a musica “a arte de meter o louco” (cantando) e saiu aquilo. E eu pensei “Caraca, eu tenho o nome do disco aqui” e foi em abril do ano passado quando compus o refrão dessa música. Mas quando eu apresentava o nome do álbum eu falava “Mas é a Milenar! É a Milenar Arte de Meter o Louco”. Por quê? Porque para mim Jesus meteu o louco. Essa é a ideia. Por isso “A Milenar Arte”! Porque é uma arte que vem a milênios sendo desenvolvida e empregada por pessoas que fizeram grandes coisas aqui. É cada um em seu nível, cada um fez alguma grande coisa, mas Jesus para mim foi o principal metedor de louco. Ele ia lá e transformava água em vinho, multiplicava os pães. O que é meter o louco? Fazer o que você tem que fazer, fazer o que você quer fazer, fazer o que dá para fazer com o que você tem na mão. O que ele tinha na mão? A Fé. Ele tinha a fé!

Marcelo de Assis: Você acha que o mundo mete o louco?

Eu meto o louco! Para chegar onde eu cheguei, eu tive que meter o louco. Quando eu comecei a cantar Rap todo mundo falava que eu era louco. “Você vai cantar rap? No Brasil? Ninguém vive de rap no Brasil! Vai fazer um concurso público, você é inteligente, menino!” Era assim que falavam! Me fiz de louco então! Luther King, Malcom X, Mandela, Joana D’Arc, Madre Teresa… gente que não ligou para que os outros falaram. Então, fizeram coisas grandiosas que pareciam impossíveis e tipo f***** para o mundo, você dá um f***** para o mundo e faz. Simples assim. Tem gente que reclama, tem gente que pensa em fazer, tem gente que diz que faz e tem gente que faz.

Projota fala sobre a sua fé

Eu acredito muito em Deus. Hoje, eu não tenho nenhuma religião, não assino embaixo de nenhuma doutrina. Tenho a minha. Tenho a minha fé e as coisas que Deus fez na minha vida, que Deus promoveu na minha vida. Eu falo que eu sou um milagre, minha vida é um milagre e agente fica sempre esperando o mar abrir, a montanha se mover. E eu acho que existem milagres do dia a dia que a gente vê por aí. O pai de família que sai para a rua para se matar e conseguir voltar com a comida para dentro de casa é um milagre. Eu acho que a minha vida foi um milagre, eu ter conseguido fazer isso: cantar rap, escolher cantar rap em um país onde o rap sempre foi dilacerado. O rap praticamente era humilhado, pela mídia, por tudo. Isso foi 16 anos atrás. Então eu vivi o rap em um momento muito diferente de hoje. Eu vivi em uma época em que o preconceito era muito grande.

 

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Como começou a compor

Eu componho desde criança. cresci ouvindo rock. Com 11 anos eu comecei a tocar violão, compondo rock. Inclusive na época eu frequentava uma igreja evangélica e compus muito rock gospel. Depois com 15 anos o rap chegou na minha vida e aí comecei a compor rap e ouvir Racionais, RZO, SMJ, MV Bill e aquilo conversou comigo de uma forma diferente que o rock conversava. O rock conversava muito bem musicalmente comigo, só que a mensagem que o rap trouxe para mim era como se fosse um amigo meu falando. Era a vivência que eu tinha.

Sobre os artistas que influenciam em suas composições

Eu ouço muito Kendrick Lamar, Drake… A inspiração de fato vem muito da vida. Esse disco é musicalmente inspirado no Trap. Eu estou sempre antenado em tudo mas eu sempre faço o que eu gosto, eu não faço porque está na moda, porque é tendência, é porque eu acho foda.

Marcelo de Assis: Olhando seu repertório, vemos artistas convidados de gêneros diversos. Traçando um paralelo entre o rap nacional e o norte-americano, lá parece que o rap dialoga muito bem com o pop e não existe uma discussão em cima disso e parece ser bem assimilado pelo público. No seu caso, até pela mescla de artistas no álbum, dá uma certa abertura que pode configurar um rap pop. Como você enxerga esse cenário no Brasil? Você acredita que possa ser uma barreira que venha a ser quebrada?

Projota: É um passo-a-passo! Em 2014 eu fiz uma música com Anitta. E aí ao mesmo tempo que gera um espanto positivo, gera um espanto negativo. Dentro do rap rolou uma estranheza que foi sendo domada, tive que lidar com isso ao longo desses últimos anos até as pessoas entenderem o projeto. Eu acho que quando você faz música boa, de todo mundo que estranhou, “Ah mas a música é boa, então beleza!” enquanto que outros comentam “Mas mesmo assim, ainda não!” Aí você continua fazendo outras músicas, outros trabalhos e você vai quebrando isso. Eu acho que uma coisa que aconteceu lá fora é que esse processo começou há 20 anos e eu comecei há 3 anos a fazer um dos primeiros momentos dessa quebra com o pop. E lá eles tinha a questão do R&B. Eu acho que isso ajudou muito porque o começo desse processo de namorar com o pop começou primeiro com o R&B. Os caras do rap eles começaram a fazer música com Mary J. Blige, Aaliyah… Com as cantoras que já estavam dentro desse contexto do hip-hop. Aqui não. Aqui não temos tanta representatividade no R&B. Eu fiz música com a Negra Li nesse processo que eu acho que é o grande nome do R&B no Brasil. Aqui não houve esse momento como teve lá há 20 anos. E hoje aqui nós temos o pop, o funk, tem outras coisas. Fiz música com a Anitta, o Jota Quest, Anavitória, Luiza Possi… não é só o pop. Eu acho que isso também é importante. E aos poucos você vai mostrando simplesmente que não é só o pop: é fazer música boa.

Marcelo de Assis: Você acha que nos EUA essa conexão com o R&B seria mais provável que fosse acontecer com mais abrangência por eles serem praticamente os pais do gênero?

Projota: Sim, porque são muitos artistas de R&B lá! Aqui tivemos poucos expoentes. Querendo ou não, o R&B não bombou aqui. O que bombou aqui era o que veio de lá. Somos mais carentes disso aqui. Então o rap nacional não teve essa abertura lá atrás porque os caras fariam. A Negra Li era do RZO, um grupo de rap. Nós temos poucos expoentes do R&B. Mas os Racionais tem música com a Vanessa Jackson que é do R&B. O R&B consegue conversar com o rap há mais tempo. Mas aí meti o louco, era minha missão, eu fui lá e fiz uma música com a Anitta, participei do DVD dela e hoje estamos com mais de 100 milhões de acessos no YouTube.

Marcelo de Assis: Quem é o Projota na capa deste disco?

Projota: São os dois! Na real, a pergunta que eu deixo é “Quem é o louco e quem é o são?” É muito fácil falar que o de cá é o são e o de lá é o louco. Eu proponho que talvez o “são” é o do lado inverso, porque ele talvez já tenha aceitado a própria loucura e o louco está enganando todos vocês, travando a loucura dentro dele. E esse disco tem esse papel mesmo. Como eu falei, eu acho que sou louco. Eu não tenho vergonha de dizer. Eu sou louco mesmo. Para ter as atitudes, os caminhos que escolhi, para fazer as coisas que eu fiz, se esse for o termo que as pessoas usam para isso, ou seja obstinado, escolhido por Deus… eu me sinto assim, eu acho que tenho uma missão e acho que faço de tudo para fazer o meu papel da melhor maneira. Eu sou um pouco desse e um pouco desse (apontando para a capa do álbum).

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

HIP-HOP

Rapper Luccas Carlos lança o novo single “Nada Fácil” com colaboração de Vitão

Faixa também ganha videoclipe já disponível no YouTube

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Rapper Luccas Carlos lança o novo single "Nada Fácil" com colaboração de Vitão
Reprodução | YouTube | VEVO

O rapper carioca Luccas Carlos conta com a colaboração do cantor Vitão no lançamento de seu novo single, Nada Fácil, em todas as plataformas digitais pela Universal Music.

Esta não é a primeira parceria entre os artistas. Em 2018, foi apresentada a canção Embrasa, que figura no Top 200 do Brasil e já conta com mais de 31 milhões streams só no Spotify. O videoclipe oficial já foi assistido mais de 33 milhões de vezes.

Rapper Luccas Carlos lança o novo single "Nada Fácil" com colaboração de Vitão

Luccas Carlos nasceu no Rio de Janeiro e começou a cantar aos três anos. Cresceu ouvindo samba de raiz e música brasileira, que seu pai colocava em casa. Hoje ele ouve de tudo, principalmente Chris Brown, The Weeknd, 2Pac, Kanye West e Biggie. Quando conheceu seu sócio, Luciano Scalercio, que tinha equipamentos profissionais, passou a registrar suas músicas e lançar seus singles. Em 2013, lançou uma mixtape.

Dois anos depois, entrou no coletivo Pirâmide Perdida, onde começou uma nova fase em sua carreira, ampliando seu trabalho e fazendo parcerias com outros artistas.

Confira:

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A Boogie Wit da Hoodie lança single “Reply” com rapper Lil Uzi Vert

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A Boogie Wit da Hoodie lança single "Reply" com rapper Lil Uzi Vert
Divulgação | Warner Music Brasil

O rapper A Boogie Wit da Hoodie lançou na última sexta-feira (15) o single Reply, um feat com Lil Uzi Vert que narra a história de um casal que volta e termina com certa frequência, sinalizando uma relação de co-dependência. A faixa já está disponível em todas as plataformas digitais pela Warner Music via Atlantic Records.

A Boogie Wit da Hoodie lança single "Reply" com rapper Lil Uzi Vert

Em carreira crescente, 2019 foi o ano das colaborações para A Boogie Wit Da Hoodie. São mais de 20 nomes consagrados na música global, como Ed Sheeran, Rick Ross, Lil Durk, Summer Walker, entre outros.

O mais recente lançamento, Mood Swings aconteceu em setembro passado.

Confira:

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Mr. Dan lança o novo álbum “#Experi White”, com produção de Dudu Borges

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Mr. Dan lança o novo álbum "#Experi White", com produção de Dudu Borges
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Mr. Dan lança nesta sexta-feira (15) o álbum #Experi White, o segundo de estúdio em 2019. O novo trabalho já está disponível em todas as plataformas digitais pela Warner Music.

O Mr. Dan – completo com Dan (cantor, compositor e tecladista), Fábio (baixista e tecladista) e Bruno (baterista, percussionista e produtor musical), promete um vídeo para cada uma das 13 faixas. Na estreia o público já pode conferir o registro da parceria da banda com MC Zaac, na faixa de trabalho #Experi.

Mr. Dan lança o novo álbum "#Experi White", com produção de Dudu Borges

“Estamos muito felizes em voltar com esta continuação do #Experi, é uma realização para nós. Queremos que as pessoas se sintam em êxtase com mais este presente, seguimos com nossas melodias e grooves, dentro da nossa linguagem simples do dia a dia”, comenta o trio.

Todos os registros do projeto tiveram a direção geral e de fotografia assinadas por Hugo Pessoa e foram feitos em plano sequência, de uma única vez. A edição e a correção de cor dos clipes ficaram por conta de Diego Martins. Finalização e produção são da SixB. Os novos vídeos, que completarão o setlist de #Experi White, serão divulgados nos próximos dias.

Confira o conteúdo completo do álbum:

1- Experi (feat. MC Zaac)
2- Dane-se
3- A Concorrência
4- Apaixonou F…
5- Desiste
6- Vaibagem
7- Especialista
8- Eu te uso e sumo
9- Tudo seu
10- Não Tô Pra Alugar
11- Deixa Acontecer
12- Melhor eu Ir
13- Toda Maldade
14- Como Ninguém Dá
15- Seja Bem-Vinda

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