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Entrevistamos o cantor italiano Zucchero Entrevistamos o cantor italiano Zucchero

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Entrevistamos o cantor italiano Zucchero

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Com mais de três décadas de carreira e mais de 60 milhões de discos vendidos em todo o mundo, o cantor e compositor italiano Zucchero veio ao Brasil para apresentar a turnê de seu recente álbum Black Cat com shows marcados no Rio, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.

Suas composições, sempre direcionadas ao rock, dialogam com outros gêneros como o gospel, soul, blues e R&B. O cantor de 62 anos deixou impresso no mundo da música grandes sucessos que foram executados em rádios do mundo inteiro como Senza Una Donna (um dueto com Paul Young), Baila (Sexy Thing), My Love, Diamante, entre outros.

Creditado por diversas vezes como o Pai do Blues Italiano, Zucchero é um dos grandes expoentes da música italiana no século XX e que já contribuiu com outros grandes artistas de renome mundial como Eric Clapton, Jeff Back, Stevie Ray Vaughan, Brian May, Ray Charles, B.B. King, Bono, Peter Gabriel, Andrea Bocelli, além do saudoso e eterno amigo Luciano Pavarotti com quem idealizou a icônica série de concertos Pavarotti and Friends que aconteceu durante mais de uma década na cidade italiana de Modena.

Zucchero foi homenageado na Italia com a Ordem do Merito da República Italiana, além de ser indicado ao Grammy Awards e ter conquistado 6 certificações de platina pela IFPI européia.

Confira abaixo a entrevista exclusiva que o The Music Journal Brazil realizou com o artista em São Paulo:

Marcelo de Assis: Como foi a reação dos seus fãs no show que você realizou no Rio e o qual sua expectativa de sua apresentação aqui em São Paulo?

Zucchero: O show estava lotado e o que me agradou é que haviam mais brasileiros que italianos na platéia e isso foi muito bom. Havia uma vibração muito legal, especialmente com músicas mais agitadas, tanto que tive que repetir três músicas na apresentação.

 

“Temos que passar por cima do rótulo de que a música italiana só fala de amor, a música brasileira é Bossa Nova e a música espanhola é o flamenco”

 

Marcelo de Assis: Black Cat, o seu último trabalho de estúdio, é baseado em canções com blues e soul music. Como foi o processo criativo deste álbum?

Zucchero: Em 2014 eu fiz uma turnê que passou pela América do Norte e naquela ocasião eu viajei de sleeping bags, o que me possibilitou ver muito mais coisas do que se eu tivesse em um avião e com isso andei por espaços em plantações e me fez imaginar como era a vida na época da escravidão. E eu consegui imaginar esses escravos que ficavam tocando naquela época com o instrumentos que eles tinham, um violão improvisado, tambores e tudo isso me deu a ideia do som deste disco com uma música mais black.

Marcelo de Assis: Zucchero, como nasceu a parceria com Bono e Mark Knopfler na canção Streets of Sourrender?

Zucchero: Eu conheço o Bono desde 1992 e somos muito amigos. Temos um carinho pelo outro, já escrevemos músicas, participamos do Pavarotti and Friends e criamos uma elo. E todas as vezes que tenho uma música que é melodicamente interessante eu faço uma proposta para o Bono escrever a letra. E neste caso eu propus essa canção para ele. Passou um mês, Bono meio que sumiu neste intervalo, ele estava em Paris na época em que aconteceu aquele ataque ao Bataclan. E ele ficou inspirado para escrever a letra. O Mark Knopfler é meu amigo e ele quis colocar a guitarra dele na música e aí surgiu a colaboração.

Marcelo de Assis: Sobre o Pavarotti and Friends, que você sempre participou, qual foi o legado que a série de concertos deixou para o mundo?

Zucchero: A razão pela qual eu sou muito ligado ao Pavarotti and Friends e por ter participado de todas edições é que a série surgiu comigo e o Pavarotti. Escrevemos a canção Miserere e foi a primeira vez que um tenor estava cantando com um artista pop. Nós gravamos a música na cidade de Pesaro, onde também gravamos o vídeo e quando estávamos voltando da gravação, paramos em uma trattoria, que é um restaurante muito simples onde normalmente a mesa está decorada com uma toalha de papel amarela. Paramos para tomar um café naquela tarde e naquele momento eu tive uma ideia e falei ao Pavarotti: “Porque não fazemos um show onde eu me ocupo dos cantores de rock e pop e você da orquestra clássica?” E foi aí que nasceu a primeira edição em Modena! Chamamos o Sting, Brian May e Lucio Dalla, que são cantores claramente do pop, enquanto que o Pavarotti cuidou de toda a parte clássica. Foi, claro, uma iniciativa para a caridade, que deu a oportunidade de criar escolas para crianças em países com situação de guerra, teve 12 edições onde foram chamados artistas como Eric Clapton, Elton John, Stevie Wonder e, fundamentalmente, a ideia nasceu de uma tarde juntos …

Marcelo de Assis: … em uma tratoria!

Zucchero: Em uma tratoria! (risos)

Marcelo de Assis: quais são os artistas brasileiros que você  mais aprecia?

Zucchero: Djavan, que é uma pessoa extraordinária, Sergio Mendes, Marisa Monte, Carlinhos Brown, Toquinho, Gilberto Gil, Roberto Carlos que sempre foi muito famoso na Itália desde os anos 1970 e que é uma lenda no Brasil!

Marcelo de Assis: qual a mensagem que você deixaria para os seus fãs no Brasil?

Zucchero: A mensagem que deixo é que vocês devem ir além da música tradicional italiana, que é melódica, porque tem muito mais além disso. Existem ritmos diferentes, cantores que são poetas e também cantores novos, que fazem música de qualidade mas que não é daquele ritmo que normalmente as pessoas estão acostumadas, pois temos que passar por cima do rótulo de que a música italiana só fala de amor, a música brasileira é Bossa Nova e a música espanhola é o flamenco.

Marcelo de Assis: Grazie!

Zucchero: Obrigado, Marcelo!

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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Entrevista com Kiko Loureiro do Megadeth

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Entrevista com Kiko Loureiro do Megadeth
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Kiko Loureiro, guitarrista do Megadeth nos concedeu uma entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil para falar sobre a sua entrada em uma das bandas mais emblemáticas do metal internacional e de sua experiência nessa nova fase de sua vida profissional.

Com shows no Brasil neste ano, o Megadeth apresentará em seu repertório, além de seus grandes sucessos, as novas composições de seu último trabalho de estúdio intitulado Dystopia, lançado em 2016.

Confira:

Marcelo de Assis:  O Megadeth vem ao Brasil neste ano e o que os fãs poderão esperar da banda nesses shows?

Kiko Loureiro: O repertório é diferente, o set do show é um pouco diferente, músicas diferentes e com certeza é uma ótima oportunidade de assistir o show do Megadeth que está mais afiado, estamos no final da turnê. São mais de 150 shows ao longo dos dois anos em divulgação do novo disco. Então, vale muito a pena ver o show e no Brasil ainda, melhor ainda, tocar perto de casa!

Marcelo de Assis: Aliás fazem 9 anos que vocês não retornam ao Rio. Deve ser um momento bem especial para os fãs!

Kiko Loureiro: Sim. Será uma oportunidade imperdível para a galera do Rio.

Marcelo de Assis: No momento que você recebeu a notícia que seria o guitarrista do Megadeth, como foi sua reação?

Kiko Loureiro: Ah cara… é muito louco! Sei lá! Porque, foi uma coisa assim: É o momento mais emocionante quando foi o primeiro contato do baixista David Eliefson: “Kiko, posso te ligar?”. Aí ja falei “putz”, eu já sabia que eles estavam procurando um guitarrista e foi aquela ansiedade, emoção e eu vou ter uma chance de agarrar essa oportunidade. Eu já estava nos EUA quase dois anos e eu sempre ficava pensando: “Será que eu fiz certo de ir para os EUA?”, país diferente, longe das coisas que você está acostumado… Eu sempre fui um cara muito viajado mas quando você vai para um país morar, é diferente né? Eu estava com aquelas minhas dúvidas, que todo mundo tem da vida, e aí teve esse telefonema. E a partir daquele momento foi mais uma coisa assim tipo “O que eu posso fazer para agarrar essa oportunidade?”. Então estava preparando para uma possível audição, mas na realidade nem houve essa audição. Eu tinha uma segurança que eu corresponderia ao nível que o Megadeth precisaria. Eu fui conquistando essa experiência ao longo dos anos, então, eu estava com uma certa segurança em certos aspectos, mas obviamente a decisão não era minha, não sabia se havia uma fila de guitarristas, tops ou famosos. Em termos profissionais sempre fui um cara bem dedicado pelo o que eu faço e com muita experiência com o Angra. Estudei muito o music business, da indústria em si e da profissão em si, não só do instrumento mas de tudo o que está em volta, o que você precisa ser para estar nessa indústria e viver nela. Viver de música.

 

“O convite do Megadeth foi ótimo para o momento, para se estar em uma banda totalmente americana e para uma projeção internacional”

 

Marcelo de Assis: Em algum momento pairou alguma dúvida sobre essa nova etapa profissional nos EUA?

Kiko Loureiro: É uma sensação de imigrante né? Você está longe de onde nasceu, de onde cresceu, tudo é diferente né? Uma coisa é viajar nas férias para os EUA, outra coisa é você estar lá, no dia-a-dia, é diferente. E essa sensação tem uns momentos do tipo “que demais, estou aqui!” E outros dias, não! Você pensa: “E se eu estivesse lá em casa, tomando café com a minha mãe”… coisa simples né? E acho que depende muito do momento da vida em que você se encontra. Eu tenho uma filha de um pouco mais de 1 ano e nessas horas você pensa que está em um país estranho, sua filha não está nem falando português… E mais por isso. Mas quando fui para os EUA eu queria dar uma chacoalhada na carreira mesmo. Eu viajei muito para o exterior com o Angra e eu sabia que profissionalmente eu encaro as coisas. É um passo no escuro para você dar um passo maior. Mas o convite do Megadeth foi ótimo para o momento, para se estar em uma banda totalmente americana e para uma projeção internacional.

Marcelo de Assis: Como tem sido trabalhar com o Megadeth e como essa experiência tem agregado à sua carreira?

Kiko Loureiro: É muito aprendizado sim e com certeza eu sou outro músico, outro artista, depois de conviver aqui por 150 shows, sermos headliners de grandes festivais, de ver como funciona a equipe que são muitos profissionais como você pode imaginar, caras que trabalharam em bandas como Kiss, Aerosmith, Black Sabbath, Bruno Mars… A nossa equipe é formada de caras que estão neste nível. Então é aprendizado constante com a galera em geral. Tanto que montei uns cursos online para o Brasil sobre treino de guitarra e sobre o music business. (www.musicbusiness.com.br)

 

“O profissional tem que levar a sério a sua profissão, ter conhecimento, saber se posicionar e não esperar cair nada do céu”.

 

Marcelo de Assis: No álbum Dystopia, que é o último álbum do Megadeth, você tem três canções que compôs em parceria com Dave Mustaine. Como foram definidas essas parcerias e o processo de composição delas?

Kiko Loureiro: Quando conheci eles, fui direto ao estúdio. Eu comecei a relação com eles no estúdio. E foi assim, conhecendo os caras, não só o Mustaine, mas o produtor, o dono do estúdio. Estávamos no interior de Nashville, um ambiente novo para mim, porque Los Angeles é mais comospolita, internacional. Eu estava entrando na banda naquele momento e você não chega na casa de ninguém já dando pitaco na cor da parede da casa (risos). Mas eu dei algumas idéias que o Mustaine aceitou e acabou rolando essas parcerias. E foi super fantástico, porque para um cara novato ele foi super acolhedor. Tem outras ideias que também não foram usadas também, obviamente. Faz parte do processo criativo, aliàs, faz muito parte do processo criativo não ter medo de dar ideias, sabendo que a maior delas não serão usadas. Você não pode ter problema com isso. É delicado esse processo. É super delicado. É super passional e pessoal compor, mostrar o que você está fazendo.

Marcelo de Assis: Como você avalia o cenário do rock nacional nos dias de hoje?

Kiko Loureiro: Olha, serei bem sincero, nem vou conseguir opinar muito bem: acho que o rock, mundialmente, ele não está com a mesma força que ele já teve. Se você olhar as paradas de sucesso, você percebe que o rock não está tão presente. Até bandas que os caras chamam de rock, nem tem guitarra direito. Isso é um lado da moeda. Você vê o Brasil cheio de sertanejo e bandas de rock, que tem muitas bandas boas fazendo coisas incríveis e não conseguem estar naquele top, mas ao mesmo tempo, você tem a internet e aprender a criar sua base de fãs, você consegue muito bem viver bem da música, da sua banda, da sua arte, se você souber como funciona o music business, criar as melhores oportunidades, cativar os fãs, criar uma sequência de ações, você consegue elevar um público que sustenta o projeto que você quer realizar sem mudar seu propósito e você consegue viver da música. Então você tem os dois lados da moeda. O profissional tem que levar a sério a profissão, ter conhecimento, saber se posicionar e não esperar cair nada do céu.

Marcelo de Assis: Vai rolar um disco do novo no Megadeth em 2018?

Kiko Loureiro: Daremos uma pausa da atual turnê e depois desenvolveremos algumas ideias com o Mustaine. Vamos nos juntar para conversarmos, mas 2018 teremos esse projeto de fazer um disco novo, com certeza!

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Entrevistamos a cantora mexicana Lucero

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Entrevistamos a cantora mexicana Lucero
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Com mais de 27 milhões de discos vendidos em todo o mundo e 30 anos de carreira, a cantora e atriz mexicana Lucero acaba de lançar o álbum Brasileira pela Universal Music e fará um show especial no dia 6 de setembro no Teatro Gamaro em São Paulo. Este novo disco, com produção assinada por Arnaldo Saccomani e Laércio Ferreira, chega ao mercado com 12 canções em português, onde figuram sucessos como Aquarela e Trem Bala.

Apaixonada pelo Brasil e esbanjando simpatia: duas marcas que Lucero transpareceu com muita naturalidade ao atender a imprensa brasileira nesta quarta-feira (30) em São Paulo. Em entrevista exclusiva ao The Music Journal Brazil, a artista falou sobre o novo álbum, sobre os fãs que tanto admira e, claro, sobre o seu amor pelo Brasil.

Ao ser apresentado à cantora, disse a ela que quando anunciamos esta entrevista nas redes sociais, seus fãs rapidamente responderam, em centenas e centenas de tweets e ela adiantou: “Ah, meus fãs são maravilhosos!”

Confira a entrevista:

Marcelo de Assis: Você acabou de lançar o álbum Brasileira. Como nasceu esse amor pelo Brasil?

Lucero: Não sei! Eu não sei. Há muitos anos eu tenho esse amor, esse carinho pelo Brasil e não sei porque. Eu acho que desde que fiz a novela Chispita, que foi tantas vezes reprisada por aqui, eu percebi um carinho tão especial dos fãs e, então, comecei a entender que uma turma de fãs brasileiros, público que gostavam das novelas mexicanas dubladas em português, público que conhecia minha carreira, que havia, nas redes sociais, uma quantidade de pessoas que gostavam da novela, que falavam da minha personagem, uma coisa muito especial. Depois recebi alguns convites para fazer entrevistas, para fazer parte de Teleton em 2015 e assim eu entendi que com o Brasil eu tenho uma comunicação, uma relação especial. Para mim, há muitos anos quando visitei o Brasil pela primeira vez foi algo especial, sabe? Não sei se é algo que eu tenho com outras vidas (risos). Talvez eu fui uma brasileira em outra vida (risos). Porque eu me sinto como se aqui fosse a minha segunda casa. Não é fácil como artista mexicana, viajar para um país diferente, em que se fala diferente, que tem outro idioma e que tem um público tão grande. Não é de um dia para outro que você vai ficar e ficar famosa. Tem que ser feito um trabalho e estou muito empolgada para fazê-lo. Estou muito feliz com essa janela que está se abrindo para mim!

Marcelo de Assis: E como nasceu esse álbum?

Lucero: Esse álbum para mim foi uma ideia em fazer algo especial para o Brasil. Eu tenho um álbum no México que está saindo internacionalmente, em espanhol, para a América Latina mas eu queria fazer um trabalho especial para o Brasil em português, cantando músicas em português, incluindo as músicas da novela e algumas músicas inéditas que gravei. Tenho também três versões em espanhol que de músicas brasileiras que gravei no México para um outro álbum como Evidências e Talismã. É como uma pequena homenagem que estou fazendo para a música brasileira em espanhol neste álbum.

 

“me sinto muito agradecida com o público brasileiro que está abrindo as portas para mim nesta oportunidade! “

 

 

Marcelo de Assis: Para você, ainda existe uma barreira entre a música brasileira e a música latina? Questiono isso porque é uma discussão de décadas e você como uma estrela latina pode colaborar para que isso diminua. Como você enxerga esse fator?

Lucero: Eu acho que é algo um pouco estranho, porque o único país da América Latina que não fala espanhol é o Brasil. Também acho que é algo que faz com que o Brasil seja diferente, seja único e especial. Para mim, o Brasil é o país que tem uma autenticidade que eu admiro muito: as músicas brasileiras, a culinária e as coisas que são daqui. Se você quer conhecer e quiser desfrutar, tem que vir ao Brasil. Não tem em outro lugar. Isso tem algo parecido com o México, porque é um país que tem muita autenticidade na comida, na cultura, na música e no folclore. Tem muita riqueza. Para mim, fazer esse intercâmbio, de ideias, de música e de cultura é muito lindo. Por isso que me sinto muito agradecida com o público brasileiro que está abrindo as portas para mim nesta oportunidade.

Lucero faz uma pausa e diz: Que linda conversa, Marcelo! (sorrindo)

Lucero com o repórter Marcelo de Assis | Divulgação

Lucero com o repórter Marcelo de Assis | Divulgação

Marcelo de Assis: Qual canção do álbum é a sua preferida?

Lucero: Ah não sei, porque eu gosto muito delas. Mas eu tenho um carinho especial pelas músicas da novela, porque eu cantei elas, fiz clipes para elas, tenho lembranças na minha mente… É como uma lembrança do meu trabalho na novela e tem algo com as crianças e que alcança os corações delas. Mas eu estou gostando muito da canção Trem Bala. É um hino da vida! É positiva, alegre, para agradecer. Tão simples e tão profunda. 

Marcelo de Assis: Tem algum cantor ou cantora daqui que você é fã e que talvez você venha dividir os palcos?

Lucero: Gostaria muito, muito, muito. Temos alguns planos para fazer algo coisa com algum cantor ou cantora brasileira. Sabe, eu tenho muita admiração pela música popular brasileira. Adoro Bossa Nova, Gal Costa, Elis Regina, Nara Leão… Eu gosto muito. Conheço um pouco dela e gostaria de também ter a oportunidade de fazer algo com algum cantor brasileiro da atualidade para levar a música brasileira ao México. Lembra de “Ai Se Eu Te Pego” de Michel Teló? Foi um sucesso no México e o público não sabia o significado da frase. No México, “pegar” é bater. Então o público entendia “Se eu bato em você” (risos) Mas eles cantavam igual…

Marcelo de Assis: Mas sem confusão? …

Lucero: Confusão, mas todos felizes! (risos) A música é universal, então, não tem barreiras para isso.

Marcelo de Assis: No dia 6 de setembro você se apresenta em São Paulo no Teatro Gamaro. Qual a sua expectativa para esta apresentação?

Lucero: Desejo que seja linda. Desejo que seja uma noite para lembra, para comemorar. Desejo que seja mais que um show: uma festa. Uma reunião com o público, porque eu tenho essa turma de fãs no Brasil que estão muito empolgados! é uma coisa incrível! Estão empolgados, felizes de ter um show da Lucero aqui ao vivo no Brasil, em São Paulo e eu estou mais ansiosa e empolgada ainda, porque para mim é a oportunidade de fazer algo novo. De fazer um começo do que um dia poderá ser fazer mais shows no Brasil, de poder estar em outras cidades também e levar minha música.

 

“Quero  fazer mais shows no Brasil, de estar em outras cidades também e levar minha música”

 

 

Marcelo de Assis: Qual a mensagem que você deixaria para os seus fãs que te acompanham?

Lucero: Obrigada! Obrigada mais do que tudo, por tanto carinho. Me sinto muito agradecida, muito honrada me sinto muito feliz em ser parte de um público brasileiro. De ser um pouquinho mais brasileira, de estar mais próxima do público com a novela, com esse álbum e com esse show e aos poucos ir construindo uma relação mais forte com o Brasil.

Marcelo de Assis: Muchas Gracias!

Lucero: Muchas Gracias, Marcelo! Feliz da vida! Foi muito mais que uma entrevista, foi um bate papo!

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Entrevistamos o 10,000 Maniacs

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Entrevistamos o 10,000 Maniacs
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Eles são legítimos representantes da música alternativa norte-americana e ganharam notoriedade mundial com grandes álbuns nos 80 e 90. Estamos falando do 10,000 Maniacs que em junho se apresentarão no Brasil com o primeiro show em São Paulo no Espaço das Américas e em mais duas cidadesRio de Janeiro e Porto Alegre. A simpática vocalista Mary Ramsey concedeu uma entrevista exclusiva para o The Music Journal Brazil. Confira:

Marcelo de Assis: Mary, qual a sensação de se apresentar no Brasil neste ano? Me fala sobre a expectativa do 10,000 Maniacs? 

Mary Ramsey: É muito emocionante nos apresentarmos novamente em seu país. Esta será a nossa quarta apresentação no Brasil!

Marcelo de Assis: Vocês gravaram recentemente o álbum Playing Favorites e o disco, busca em seu apelo, trazer a atmosfera bem diferente da qual vocês promoveram no MTV Unplugged. É justamente esta atmosfera que o público brasileiro vai encontrar no show de vocês?

Mary Ramsey: Playing Favorites é um álbum de um show ao vivo que fizemos em Jamestown, Nova Yorkum adorável teatro. Queríamos gravar um concerto com a energia e a companhia de um público ao vivo. A platéia se tornou parte de nossa banda e do show… foi muito divertido!

Marcelo de Assis: Quando vocês gravaram Love Among The Ruins em 1997, o single More Than This fez muito sucesso, inclusive aqui no Brasil. Mary Ramsey é, de fato, uma fã do Roxy Music? Ou seria, até mesmo, uma influência em sua carreira?

Mary Ramsey: Fui e ainda sou uma grande fã do Roxy Music e do Bryan Ferry… Eu estava na faculdade quando Avalon foi lançado. Era um álbum romântico e, claro, me influenciou, pois eu sou romântica no coração (risos). Minha irmã mais velha tinha alguns dos álbuns anteriores os quais eu ouvi no colégio: Siren, Love Is The Drug...

Marcelo de Assis: Quando falamos sobre o 10,000 Maniacs é impossivel não falar do saudoso Rob Buck, até porque ele participava muito do processo criativo da banda. Como foi lidar com essa perda tão grande?

Mary Ramsey: Foi um dia muito triste quando perdemos Rob Buck. Ele era um homem maravilhosamente gentil e criativo. Nós nos consolamos escrevendo canções sobre ele e com a criação de um memorial eu sua homenagem.

Marcelo de Assis:  Como é o processo de composição na banda? Como vocês discutem isso?

Mary Ramsey: Diferentes pessoas trazem ideias de música… as vezes nós escrevemos sozinhos e, em seguida, cada membro coloca suas próprias ideias e por isso é uma colaboração em conjunto.

 

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Marcelo de Assis: O último álbum de estúdio de vocês é Twice Told Tales, com canções do folk tradicional britânico. Como surgiu a ideia de gravar um disco tão específico?

Mary Ramsey: Eu tocava muita música folclórica com John Lombardo (eles formaram a dupla John & Mary), então eu costumava cantar ou tocar algumas partes dessas músicas nos shows do 10,000 Maniacs e o público respondeu muito bem. Então pensamos em fazer um CD celta. Eu encontrei dois trechos de violino de 200 anos atrás chamado Lady Mary Ramsey. Então, nós começamos o CD com um e terminamos com o outro.

Marcelo de Assis: Você escuta a música brasileira? Tem algum artista preferido?

Mary Ramsey: Eu ouço música brasileira… há tantos músicos talentosos… Eu amo Rosa Passos, Jobim, Caetano Veloso, Elis Regina, Marisa Monte

Marcelo de Assis: Você já gravou quatro álbuns com o 10,000 Maniacs como vocalista principal desde a saída da Natalie Merchant. Desde aquela época, como você avalia seu trabalho na banda e como você encarou esse grande desafio?

Mary Ramsey: Nossas gravações são um esforço em grupo. Eu gosto do processo de gravação, pois permite a criatividade espontânea. Tenho sempre um grande carinho para o nosso CD Love Amoung The Ruins.

Marcelo de Assis: Você e a Natalie ainda se falam nos dias de hoje?

Mary Ramsey: As nossas vidas são muito ocupadas, então, a muitos anos não nos falamos… pode ser que ela sinta que sua vida se distanciou em um longo tempo da banda. Como sempre eu acho que ela é incrível e tenho grande respeito por ela… foi assim que nos sentimos desde o começo.

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