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Guilherme Arantes, um dos mais cultuados compositores da Música Popular Brasileira, lançou seu novo álbum de estúdio Flores & Cores durante uma live no estúdio da ONErpm em São Paulo na última sexta-feira (19).

O novo trabalho é um resgate fidedigno da atmosfera pop que ele produziu nos anos 80, mas sem perder o foco no presente e no futuro em suas letras e sempre contemplando o profundo sentimento como resposta de um diálogo intrínseco entre o existencial e o emocional.

“É um disco muito feliz e um momento bastante importante da minha carreira. É um disco que traz sonoridades que há muito tempo eu não fazia”, afirmou.

Flores & Cores chega ao mercado com 12 canções inéditas onde a concepção nasceu da inspiração em resgatar a musicalidade da música pop que ele criou em algumas décadas passadas, sempre norteada pela emoção: “Eu comecei pegando musicas velhas, porque eu estava fazendo minha estoria. Fui olhar vários manuscritos de varias letras que escrevi com 16, 17 anos e eu chorei, porque estou em uma fase muito emotiva”, revelou. “Eu estou muito mais terno hoje. Então essas letras me fizeram me emocionar com o que eu pensava, com o que eu sentia, que foi quando comecei a escrever Meu Mundo e Nada Mais“, disse.

Música boa ou música ruim?

Em uma época em que a qualidade musical tornou-se pauta de discussão nos amantes da música, Guilherme Arantes afirma que isso é relativo: “Essa concepção de musica boa ou musica ruim.. quando comecei a carreira haviam várias baladas que os produtores falaram que eram ruins. E eu gravei três delas. Mas eram ruins pra quê? Naquela circunstância em que o cara tinha que ter um refrão para estourar na rádio. Mas não queria dizer que a música era ruim. Tem música para todo o tipo, isso é importante a gente lembrar, todos os tipos de circunstâncias. Tem coisas boas em todos os segmentos da música. Esse conceito de música boa é bastante elástico”, observa.

Na minha oportunidade de fazer uma pergunta ao artista, apresentei o seguinte questionamento: “Você tocou em um assunto bem profundo que é a emoção. Quando você gravou algumas das canções clássicas da MPB como Êxtase, Amanha e Baile de Mascaras, havia uma contextualidade muito profunda no que se refere ao sentimento. Hoje com as novas composições, qual paralelo você conseguiria traçar no sentido de como você estava emocionalmente ao compor aqueles clássicos e hoje com as novas músicas?”.

 

“Eu aprendi uma lição de vida, de simplicidade. Como as pessoas simples são puras e felizes”

 

 

Em resposta, Guilherme Arantes analisou que as novas canções são reflexo de sua vida nos dias de hoje: “A vida tem vários ciclos assim, um pulsar de ciclos e esse ciclo é virtuoso o que estou vivendo porque eu mudei para a Bahia fez bem para minha voz, voltei a cantar nos mesmos tons originais e por esse motivo amoroso que estou vivendo, meus filhos, nos temos uma coisa harmoniosa da família, dos filhos, todo mundo estar bem. a família está serena e isso da uma paz muito grande”, afirmou, para então introduzir a canção Jardim do Eden. Neste momento, o cantor ficou muito emocionado e não finalizou como queria, caindo em lágrimas: “Vocês desculpem por eu chorar gente, mas isso vocês não veem toda a hora”, disse com bom humor.

O talento musical das novas gerações

Guilherme Arantes também falou sobre as músicas que os jovens escutam atualmente e ele acredita que o apelo por canções que expressam mais os sentimentos começam a ficar mais evidentes nos trabalhos dos novos artistas: “Somos uma geração que teve vivências amorosas e a gente quer compartilhar com os jovens que estão carentes. Existe o jovem que está carente da delicadeza, da inocência, da pureza, da simplicidade. São palavras que estão aparecendo no meu repertório. As musicas todas tentam buscar esse dialogo com uma coisa primordial que na juventude que e a reflexão sobre a vida e a gente vê que a música tem apresentado sinais de que os jovens já estão cansando de fugir das reflexões. Eles estão querendo refletir.”, explicou.

Arantes elogiou alguns da nova safra de artistas, como o duo Anavitória e  a cantora Ana Vilela: “Anavitoria é uma dupla que explora uma delicadeza, um lado mais puro, mais inocente. Um sucesso estrondoso! Ana Vilela,  que é popular, conseguiu cravar um negócio altamente reflexivo sobre a vida. Então são sinais de que nada está perdido”

Durante a live, Guilherme Arantes apresentou cinco canções de seu mais recente trabalho:  Semente da Maré, Arvore da Inocencia, Jardim do Eden, Flores & Cores e Chama De Um Grande Amor.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo

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Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo
Divulgação

O grupo britânico Rumours entregou ao público paulistano um fidedigno espetáculo com o repertório do Fleetwood Mac no Espaço das Américas na noite desta quinta-feira (15), encarnando e personificando o lendário grupo anglo-americano.

Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo

A prova de que a banda não deixou absolutamente nada a desejar em termos de performance, era observada na reação da plateia que reagia de certa forma tímida no início do show, mas sempre se mostrando satisfeita com a reprodução de sucessos como Dreams, You Make Loving Fun, Sara e Songbird.

As encantadoras vozes de Jess Harwood e Emily Gervers impressionavam pela fidelização às vozes de Stevie Nicks e Christine McVie, respectivamente. Clássicos como The Chain, Gold Dust Woman, Gypsy e Landslide, que parecem ter nascido somente para as vozes originais, se encaixam com naturalidade às vocalistas do Rumours. Tudo o que acontece no palco é sutilmente soerguido por um aspecto interessante: é um show do Fleetwood Mac com uma justa assinatura do Rumours – a premissa de um trabalho original – ou seja, o estigma de uma banda cover não cabe a eles.

Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo

Enquanto isso, várias imagens do Fleetwood eram impressas no telão central, mostrando as várias fases de Stevie Nicks, Lindsey Buckingham, Christine McVie e John McVie.

Quando o repertório apontava para canções como Everywhere, Go Your Own Way e Rhiannon, o público, extasiado com a apresentação da banda, que foi configurada no local para mesas e cadeiras, deliberadamente começou a se levantar, mudando a sua configuração. Alguns seguranças, para manter as normas da casa, pediam aos presentes para se sentarem. Debalde. Pulos, aplausos e gritos: era impossível naquele momento, interromper a euforia. Você consegue imaginar a atmosfera que o Rumours promoveu ali?

Allan Cosgrove deu um show a parte na bateria e coube a James Harrison revisitar, por excelência, sucessos como Big Love que consagrou Lindsey Buckingham no Fleetwood Mac.

Aplaudidos de pé até a derradeira nota da última canção, os integrantes do Rumours se abraçaram para se despedirem de seu primeiro show no Brasil, deixando a impressão que eles voltarão. Verdade, não era o Fleetwood Mac, mas quem esteve lá, viveu tudo aquilo como se fosse.

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Coberturas

Paul McCartney realiza show memorável para 48 mil pessoas em São Paulo

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Fotos: Marcos Hermes

Em sua primeira apresentação no Brasil para a nova turnê Freshen Up, o ex-Beatle Paul McCartney, acompanhado no palco por Paul “Wix” Wickens (teclados), Abe Laboriel Jr. (bateria), Rusty Anderson (guitarra) e Brian Ray (guitarra), foi ao encontro de 48 mil pessoas que lotaram todas as dependências do Allianz Parque em São Paulo e assistiram a mais um grande concerto do lendário músico britânico com um repertório que disse muito sobre Beatles e sua consagrada carreira-solo, mas também falou sobre Wings, sobre os seus recentes trabalhos e ainda houve espaço até para falar do Quarrymen, banda que antecederia toda a explosão beatlemaníaca em todo o mundo em 3 horas de duração.

A platéia formada por fãs de longa data de McCartney, dava sinais de renovação com um grande número de jovens ávidos pela obra do artista. Contudo, os gritos foram uníssonos quando o cantor subiu ao palco, sendo ovacionado por toda a arena: algo consoante com as apresentações de Macca realizadas no Brasil.

O cartão de visitas do repertório foi o clássico A Hard Day´s Night de 1964, passando por Save Us do álbum New de 2013 até All My Loving, outro grande sucesso dos Fab Four de 1963. Neste inicio de show, Paul McCartney cumprimentou a plateia presente em pleno português: “Boa noite, paulistas!”.

A partir deste ponto, um grande show de rock tomava forma com um setlist renovado para esta turnê. McCartney revisitou grandes momentos de sua antiga banda Wings com Letting Go, Let Me Roll It, Let ´Em In, Band On The Run e Live and Let Die, ao mesmo passo que explorou as novas canções de seu mais recene trabalho Egypt Station com Who Cares, Fuh You e Back In Brazil que levou os fãs ao delírio após o anúncio: “Esta é a minha homenagem ao Brasil”.

O público presente no Allianz Parque entoava côros a todo o momento, resultado de uma conexão natural com o artista que entregava um espetáculo que todos desejavam ver. Não faltou nada. McCartney se comunicou com a plateia várias vezes durante o show e até o excelente baterista Abe Laboriel Jr. roubou a cena com certo humor e simplicidade ao encenar algumas danças durante a execução de Dance Tonight: foi muito aplaudido.

McCartney realizou duas belas homenagens aos seus ex-companheiros de Beatles: a John Lennon com Here Today e George Harrison com Something. Ele encerraria a primeira parte do show com a atemporal Let It Be e Hey Jude, esta última contou com o protagonismo da plateia que ergueu placas com “Na Na” no momento do famoso refrão, surpreendendo o cantor, que apontava para elas. O espetáculo visual na arena era incrível, com os fãs utilizando a luz de seus aparelhos celulares, formando uma espécie de notável constelação. “Vocês são a melhor platéia do mundo!”, disse o ex-Beatle.

A parte final do show foi eletrizante com as canções Hi, Hi, Hi, Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band e Helter Skelter, mas McCartney tem no repertório uma pérola como Golden Slumbers / Carry That Weight / The End, para encerrar em grande estilo mais um show que se tornou histórico, por excelência.

Mas nesta quarta-feira tem mais!

Confira o repertório de Paul McCartney em seu primeiro show no Allianz Parque em 2019:

A Hard Day’s Night
Save Us
All My Loving
Letting Go
Who Cares
Got to Get You Into My Life
Come On to Me
Let Me Roll It
I’ve Got a Feeling
Let ‘Em In
My Valentine
Nineteen Hundred and Eighty-Five
Maybe I’m Amazed
I’ve Just Seen a Face
In Spite of All the Danger
From Me to You
Dance Tonight
Love Me Do
Blackbird
Here Today
Queenie Eye
Lady Madonna
Eleanor Rigby
Back in Brazil
Fuh You
Being for the Benefit of Mr. Kite!
Something
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Band on the Run
Back in the U.S.S.R.
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Encore

Hi, Hi, Hi
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)
Helter Skelter
Golden Slumbers / Carry That Weight / The End

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Phil Collins faz show histórico para 40 mil pessoas em São Paulo

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Phil Collins faz show histórico para 40 mil pessoas em São Paulo
Carla Carniel

Atualizado às 17:20

40 anos depois de se apresentar no Ginásio do Ibirapuera como membro do Genesis, o lendário cantor e compositor britânico Phil Collins  retornou a São Paulo e subiu ao palco do Allianz Parque na noite deste sábado (24) para realizar um show histórico para 40 mil pessoas como parte da Not Dead Yet Tour.




Um dos maiores hitmakers do século XX entrou lentamente portando uma bengala pontualmente as 21h para ser prontamente aclamado pela platéia presente que gritava ininterruptamente seu nome. Suas limitações físicas, resultado de sérios problemas na coluna que enfrenta a quase 20 anos e que impediram até mesmo que ele continuasse a tocar bateria com a sua notável virtuosidade, obrigaram a exercer o seu trabalho de uma cadeira. Aos 67 anos, com quase cinco décadas dedicadas à música, Collins dá a lição de que o show sempre deve continuar.

Impactante como deveria ser, o show começa com um de seus grandes clássicos, Against All Odds (Take A Look At Me Now), faixa-título do filme de 1984 e que se tornou o seu primeiro grande sucesso de Phil Collins nos EUA como artista solo. Ao primeiro acorde da canção, a reação da platéia foi ensurdecedora: gritos e aplausos eram misturados como sinal de uma grande recepção para o artista, o que pavimentou, em seguida, o caminho para o megahit Another Day In Paradise de 1989, do multiplatinado …But Seriously e o coro na arena palmeirense tornou-se uníssono.

A partir desse ponto, Phil Collins revisitou o inicio de sua carreira solo com I Missed Again (1981) e prosseguiu viagem com Hang In Long Enough (1990) e Wake Up Call (2003) com o trabalho de grandes músicos e colaboradores de longa data como o tecladista Brad Cole, o baixista Leland Sklar e o guitarrista Daryl Stuermer.

Phil Collins relembrou grandes momentos de sua eterna colaboração com o Genesis com as canções Throwing It All Away (1986) e Follow You Follow Me (1978) enquanto que fotos da lendária banda eram apresentadas no telão central do palco. Mas antes de empolgar os fãs presentes novamente com Invisible Touch (1986), ainda havia espaço para um dueto com a backing vocal Bridgette Briyant em Separate Lives (da trilha sonora de White Nights originalmente lançada em 1985), a empolgante Something Happened on the Way to Heaven (1990) e a introspectiva e envolvente In The Air Tonight (1981) que naturalmente deu grande destaque à excelente performance do baterista Nicholas, filho do cantor.

A inesquecível apresentação deste sábado será contada na história dos grandes concertos internacionais no Brasil que encerrou com os sucessos Easy Lover (1984) e Sussudio (1985) com uma arena repleta de efeitos visuais produzidos por sinalizadores em sua volta e fogos de artifício, mas a contextualidade da presença de Phil Collins nos palcos brasileiros deve ir muito além de registros.

Collins retornou a São Paulo testemunhando, através da celebração de sua platéia formada por jovens e veteranos, que seu apelo musical é atemporal e sua obra deve ser sempre revisitada, ao passo que ele mesmo ensina a todos que vivenciam a sua arte que não existem limitações para que a luz de um grande talento jamais cesse.

A música agradece!

Confira o repertório do show em São Paulo:

Against All Odds (Take a Look at Me Now)
Another Day in Paradise
I Missed Again
Hang in Long Enough
Wake Up Call
Throwing It All Away
Follow You Follow Me
Only You Know and I Know
Separate Lives
Something Happened on the Way to Heaven
In the Air Tonight
You Can’t Hurry Love
Dance Into the Light
Invisible Touch
Easy Lover

Encore:

Sussudio
Take Me Home

 

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