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Um dos maiores nomes da música brasileira, responsável por gerações de músicos que se formaram na Universidade de Brasília, o músico, compositor e maestro premiado Claudio Santoro (1919-1989) é tema do documentário Santoro – O Homem e Sua Música que chega no dia 8 de março nos cinemas.




Pouco conhecido fora do ambiente da música erudita, Santoro foi autor de mais de 600 peças musicais de diferentes estilos, frutos de sua versatilidade para compor, desde singelos prelúdios para piano até complexas peças sinfônicas e eletroacústicas.

John Howard Szerman, que assina a direção do documentário, assumiu a tarefa de perfilar e trazer para o público a história de Santoro no longa-metragem que também roteirizou e produziu.

Howard não se restringe ao perfil musical. Ele investiga outros aspectos da trajetória do personagem.

“Cada entrevista que fizemos para o filme despertava novos insights sobre o Claudio e sua obra, mas foi por meio das interpretações musicais que vimos a sua importância para a música erudita mundial”, conta Szerman.

Santoro – O Homem e Sua Música, indicado para concorrer no 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2015, reúne depoimentos de familiares, amigos e especialistas que trazem à tona a história do inicio ao fim do artista.

A direção musical ficou a cargo de Alessandro Santoro, filho do maestro e que é pianista e cravista. São trechos de quatro sinfonias e
diversas peças musicais interpretadas especialmente para o filme pelas orquestras: Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS), Filarmônica de Minas Gerais, Filarmônica Amazonas (OAF), Camerata do Brasil, Camerata Aberta, além de músicos em diversas formações.

Em 50 anos de carreira, a obra de Santoro foi estudada e analisada em mais de uma centena de publicações, entre livros, ensaios e teses. Suas composições foram gravadas por diferentes artistas, num acervo que reúne mais de 130 CD’s e LP’s. Também foi parceiro do poeta Vinicius de Moraes em canções como 13 Poemas de Amor e a Música da Alma.

Confira o trailer:

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

CLASSICA

Pianista francês Alexandre Tharaud revisita Beethoven em “Versailles”

Álbum enaltece compositores associados à corte francesa dos séculos XVII e XVIII

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Pianista francês Alexandre Tharaud revisita Beethoven em "Versailles"
Divulgação | Warner Music Brasil

Quem, se não Alexandre Tharaud, seguiria um álbum dedicado às formidáveis três sonatas finais de Beethoven com um recital de peças compactas de Lully, Rameau, François Couperin e outros compositores associados à corte francesa nos séculos XVII e XVIII? O brilhante pianista francês lançou na última sexta-feira (15) o seu novo álbum Versailles, que já está disponível em todas as plataformas digitais pela Warner Music via Parlophone Records e Erato.

Pianista francês Alexandre Tharaud revisita Beethoven em "Versailles"

“Sempre fui atraído pela música francesa desse período”, explica Tharaud, cujo amplo catálogo para o selo Erato abrange Bach, Scarlatti, Haydn, Mozart, Chopin, Brahms, Rachmaninov, Satie, a música do Jazz Age Paris e a obra da cantora e compositora francesa Barbara. “Eu vejo este álbum como um buquê de peças curtas de diferentes compositores da época. É uma homenagem aos compositores de Versalhes. Eles foram ativos durante os reinados de Luís XIV, Luís XV e Luís XVI e o mais novo deles, Claude Balbastre, morreu em 1799, 10 anos após o início da Revolução Francesa”, explica.

Tharaud lança o programa com uma obra que descreve como “uma obra-prima absoluta”, o prelúdio que abre o primeiro livro de peças de teclado de Rameau: “É como estar sozinho em Versalhes, abrindo as portas e entrando naquelas salas enormes e imponentes. A música começa com uma primeira seção de simplicidade contemplativa e desarmante, e depois se move para um prelúdio claramente definido que poderia ter sido escrito por Bach. De certa forma, resume todo o programa em apenas alguns minutos”.

Segundo Tharaud e até onde sabemos, várias dessas peças não foram gravadas anteriormente no piano moderno – ele menciona a música de Balbastre, Jacques Duphly e Pancrace Royer. Como ele explica, Lully não escreveu para teclado solo, mas a orquestra Marche Pour La Cérémonie Des Turcs, do Le Bourgeois Gentilhomme foi transcrita para piano várias vezes.

Para este álbum, Tharaud fez o próprio arranjo da peça, com o objetivo de capturar toda a riqueza de suas sonoridades e enfatizar sua natureza dançante.

Confira:

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CLASSICA

Andrea Bocelli critica tratamento com Placido Domingo: “Absurdo”

Tenor italiano afirma estar “chocado” com a forma que seu colega espanhol está sendo tratado por profissionais do setor em decorrência das denúncias de assédio sexual que tem sido objeto

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Andrea Bocelli critica tratamento com Placido Domingo: "Absurdo"
Divulgação

O tenor italiano Andrea Bocelli afirma estar “chocado” com a forma como seu colega Placido Domingo tem sido tratado por pessoas que trabalham no mercado musical, em meio as alegações de assédio sexual.

Andrea Bocelli critica tratamento com Placido Domingo: "Absurdo"

Placido Domingo cancelou várias performances e se retirou de diversos compromissos públicos, além de deixar o cargo de diretor da Ópera de Los Angeles, em decorrência das denúncias de várias mulheres por má conduta sexual.

“Ainda estou chocado com o que aconteceu com esse artista incrível”, disse Andrea Bocelli à Associated Press. “Eu não entendo isso. Amanhã uma senhora pode simplesmente dizer que “Andrea Bocelli me molestou há 10 anos” e, a partir desse dia, ninguém mais vai querer cantar comigo. As casas de ópera não me ligarão mais. Isso é um absurdo”, comentou.

No entendimento de Bocelli, o trabalho de um artista deve estar separado de sua vida pessoal, até que qualquer condenação seja executada.

“Sempre que isso acontece (uma convicção), é claro que o julgamento moral contra essa pessoal mudará o meu fim, mas não o julgamento artístico, porque são duas coisas diferentes”, concluiu.

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CLASSICA

Pianista Felipe Senna se apresenta com o Quarteto de Cordas em São Paulo

Grupo interpreta obras de Beethoven no dia 7 e recebe Senna para um repertório só de composições autorais do pianista brasileiro, no dia 21

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Pianista Felipe Senna se apresenta com o Quarteto de Cordas em São Paulo
Fabiana Stig

Neste mês, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo faz duas apresentações com repertórios distintos, um tradicional dedicado a Beethoven e outro contemporâneo e só com obras do pianista brasileiro Felipe Senna como convidado. Os concertos acontecem às 20h, na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, e os ingressos custam R$ 20.

O primeiro concerto, no dia 7, reúne duas peças de um dos mais influentes nomes da história da música clássica. Reconhecido principalmente por suas sinfonias, Beethoven também compôs diversos quartetos, dentre os quais Op. 18 nº 3 e Op. 109, que serão interpretados neste concerto, antecipando os 250 anos do compositor que serão celebrados em 2020.

Pianista Felipe Senna se apresenta com o Quarteto de Cordas em São Paulo

“Esse repertório do Beethoven é peculiar porque são duas sonatas originalmente escritas para o piano. O próprio compositor fez uma versão para quarteto da Sonata Opus 14 N°1, criando uma ponte entre os gêneros. Nós levamos adiante essa “possibilidade musical” e pedimos para o Matheus Bitondi transcrever a Sonata Opus 109, que será tocada por um quarteto de cordas pela primeira vez”, explica Marcelo Jaffé, violista do Quarteto de Cordas da Cidade.

Já no dia 21, o grupo formado por Jaffé, pelo violoncelista Rafael Cesario e os violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios recebe o pianista Felipe Senna para o concerto Brasil Moderno. Juntos, interpretam algumas das composições de Felipe que transitam entre erudito e popular, como Valsa Chorona e Entrelaços. O músico, que iniciou sua carreira aos 14 anos, já atuou com grandes nomes do cenário brasileiro como Toquinho, Claudete Soares, Filó Machado, Edu Ribeiro e importantes orquestras do país. Premiado e reconhecido internacionalmente, o pianista também é criador e diretor do grupo Câmaranóva.

Ensaio aberto gratuito

Um dia antes de cada apresentação, 6 e 20 de novembro, o grupo realiza um ensaio aberto gratuito, às 18h, na Sala do Conservatório. Essa é uma ótima oportunidade para acompanhar e aprender sobre o processo musical e as obras do repertório.

QUARTETO TOCA BEETHOVEN
Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Programa:
Ludwig van Beethoven
Quarteto, Op. 18 nº 3
Quarteto, Op. 109 (versão de Matheus Bitondi)

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes
Endereço: Av. São João, 281
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 20,00
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou pela bilheteria.

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