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Matuê apresenta a superprodução de "Quer Voar"  Matuê apresenta a superprodução de "Quer Voar" 

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Matuê apresenta a superprodução de “Quer Voar” 

Sony Music

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O trapper cearense Mautê lançou nesta terça-feira (10) a sua nova faixa Quer Voar, que já está disponível nas plataformas digitais pela Sony Music. Para a divulgação do novo single, o cantor decidiu ir além em seu plano – “de outro mundo” – de divulgação. Em posts divulgados em seu próprio Instagram, o artista surgiu, caracterizado como vampiro, retirando o próprio sangue e colocando-o em pequenos frascos, que usou para criar pingentes para colares. Em seguida, colocou os apelidados Colares de Sangue à venda em seu site. O preço? Apenas a “alma” dos compradores.

Matuê apresenta a superprodução de "Quer Voar" 

Foto: Sony Music

A polêmica ação causou a enorme comoção que já se esperava para seus próximos lançamentos, e dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto isso, painéis digitais espalhados pelo Brasil traziam o cantor de cabeça para baixo, com os dizeres “Vendo sangue, compro almas”. Fãs e celebridades debatiam na internet a real motivação do cantor com a ação, espalhando elogios à sua constante inovação conceitual. Em igual proporção, porém, vieram as críticas. O cantor recebeu diversas ameaças de morte, e ofensas por “ofender a religião”.

Em resposta, o artista foi ao Twitter, onde realizou um desabafo sincero sobre os efeitos psicológicos e físicos que passou a sofrer devido aos constantes ataques de haters nas redes sociais. “Já fui e voltei do hospital algumas vezes”, relatou Matuê. Mesmo dando entrada no hospital mais uma vez, o artista decidiu manter o lançamento já planejado.

O resultado da ação, apesar das críticas, foi um sucesso. Com a divulgação do lançamento, em poucos dias foram arrecadados milhares de cadastros de fãs interessados em “vender” suas almas em troca dos Colares de Sangue.

A ação, disse o cantor, teria um desfecho surpreendente com objetivo social, já que seria uma forma de arrecadar cadastros para uma campanha de doação de sangue através do Hemotify, plataforma que visa unir potenciais doadores aos hemocentros mais próximos.

“A falta de estoque de sangue nos hemocentros e a escassez de doadores é um problema histórico no Brasil”, relata Fernando Berwanger, idealizador do Hemotify. “Com a pandemia do COVID-19, esse problema se intensificou. Hoje, mais de 10 milhões de brasileiros dependem diretamente da doação de sangue para sobreviver. Nos unimos ao Matuê para divulgar esse problema e mostrar ao público que doar sangue é seguro e necessário”.

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Confira o clipe: