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Um dos maiores cantores da história da música popular brasileira, o saudoso Nelson Gonçalves terá parte de sua discografia revisitada e disponibilizada nas plataformas digitais pela Sony Music, que detém os direitos da RCA Victor.

Este projeto de digitalização do catálogo, assinado pelo marketing estratégico da Sony faz parte da comemoração do centenário de Nelson Gonçalves em 2019, contou com a restauração de tapes analógicos e projetos gráficos originais de 35 álbuns do cantor. Todos eles estão disponibilizados nas plataformas de streaming (além dos que já constam nelas) desde o dia 21 de junho. Além disso, haverá ainda diversas playlists temáticas.

Nelson Gonçalves gravou ininterruptamente entre 1941 e 1997 na RCA, falecendo em 1998. Primeiro, registrou 157 discos de 78 rpm (rotações por minuto, com duas faixas cada). E já na fase dos LP´s, foram 57 álbuns originais, dois póstumos, além de muitas compilações e dezenas de compactos (LP´S de 7 polegadas).

Dos 35 álbuns que a Sony Music disponibiliza neste momento, integralmente remasterizados, 27 são originais (conforme relação abaixo) e oito coletâneas que nunca haviam sido lançadas em formato digital, datadas dos anos 1950 e 1990.

A seguir uma lista dos títulos originais:

Anos 1950Noel Rosa na voz romântica de Nelson Gonçalves (1955), Caminhemos – Nelson Gonçalves interpretando músicas de Herivelto Martins (1957) e Meu perfil (1960).

Anos 1960 Sambas e boleros na voz de Nelson Gonçalves (1961), Eu e minha tristeza (1962), A voz de seresteiro (1965), Coisas minhas (1966), Nelson Gonçalves e o tango (1967), Missão cumprida – a volta de Nelson Gonçalves (1968), Apelo (1969) e Só nós dois (1970).

Anos 1970Pra você (1971), Sempre boêmio (1972), Nelson 35 anos depois (1974), Nelson cada vez melhor (1975), Nelson de todos os tempos (1975), Nelson até 2001 (1976), Nelson de 3 gerações (álbum triplo, 1977), Reserva de domínio (1977), Eu te amo (1978), Os 40 anos de Nelson Gonçalves (1980).

Anos 1980Produção 96 (1981), Conclusão (1982), Joias musicais (1983), Hoje como antigamente (1984) e Ele & elas (1984).

Anos 1990O boêmio e o pianista – com Arthur Moreira Lima (1992).

Há também ótimas coletâneas. A primeira saiu originalmente ainda em LP de 10 polegadas, com apenas oito faixas, em 1957, como Pensando em ti (esta com alguns de seus maiores hits até então, inclusive a faixa-título).

Depois, Dos meus braços tu não sairás é uma excelente compilação da sua fase 78 rotações lançada em 1963. O título é o mesmo de um de seus primeiros sucessos, ainda em ritmo de fox-canção (gênero que caiu em desuso a partir dos anos 1950, sendo resgatado apenas por Roberto Carlos com Emoções, em 1981).

Há também os quatro volumes da Seleção de Ouro, que trazia à época algumas inéditas, como Negue e A noite do meu bem, e ainda Nelson Gonçalves a pedidos (1966) e, um mais recente, Nelson Gonçalves & convidados (1996), da fase em que realizou duetos memoráveis com grandes astros e estrelas da MPB, como Gal Costa, Alcione, Milton Nascimento e Fafá de Belém.

Para quem não sabe, Nelson Gonçalves foi um dos três cantores mais populares do Brasil de todos os tempos, rivalizando com Francisco Alves (seu antecessor) e Roberto Carlos (que o sucedeu), mas demorou muito para alcançar o sucesso, pois ninguém acreditava que aquele ex-lutador de boxe e ex-garçom poderia mesmo cantar, ainda mais porque era gago.

Fez testes nas principais emissoras cariocas e nada conseguiu. Um dia gravou um acetato e foi com uma carta de recomendação à gravadora Victor. O diretor Vitorio Lattari ouviu, gostou, mas quando se deu conta de que o rapaz gaguejava pensou tratar-se de um impostor. Até que o flautista e produtor Benedito Lacerda, presente no local, decidiu lhe dar uma segunda chance, chamando-o para um teste com orquestra ao vivo. No meio da música já estava contratado.

Nesta época, Orlando Silva, sua grande inspiração, era o maior astro do momento, entretanto, teve graves problemas de saúde que modificaram sua voz fazendo sua carreira declinar. Nelson, ao contrário, já em 1942 fazia um sucesso estrondoso com o fox-canção Renúncia.

Em ritmo de samba-canção, ele emplacou três sambas-canção de Herivelto Martins e David NasserCaminhemos (que já havia sido hit com Francisco Alves dez anos antes), Pensando em ti e A camisola do dia. Mas, em 1957, A volta do boêmio, composta por Adelino Moreira, que até então era seu divulgador mudou a sua vida.

“Boemia aqui me tens de regresso…”, diziam os versos que viraram seu maior emblema.

Embora já tivesse gravado algumas canções dele, como o hit Meu vício é você, a partir de então a parceria se intensifica, e são as composições dele que passam a dominar seu repertório: Meu dilema, Escultura, Negue, Fica comigo esta noite, etc. A partir de então, seguiu pelas próximas duas décadas como o maior vendedor de discos da RCA Victor, cujo auge foi entre os anos 1940 e início de 1960.

Mesmo com uma vida de outsider, com muitas mulheres, bebidas, jogatinas e o terrível vício em cocaína (que se orgulhava de ter conseguido superar), nada o afastaria dos estúdios. Tanto assim que nos anos 1970 ganhou o prêmio Nipper da gravadora, somente concedido a ele e a Elvis Presley pelo tempo de permanência (e sucesso) na mesma gravadora.

A partir da década seguinte, se enturmou com astros e estrelas da MPB, do samba e do rock e gravou mais alguns álbuns memoráveis, em dueto com colegas de geração, como Luiz Gonzaga e Angela Maria, e aqueles que o tinham como ídolo, como Maria Bethânia, Tim Maia, Lobão e Chico Buarque.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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MPB & SAMBA

ONErpm lança especial sobre a semana da Consciência Negra

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ONErpm lança especial sobre a semana da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra ou de Zumbi é de fundamental para que sejam lembradas as personagens da luta do povo preto por liberdade e reconhecimento da grande contribuição na história do Brasil. A data instituída com a lei 10.639 de 2003, é importante também para que a busca por direitos raciais se mantenha sempre em pauta até que estes sejam garantidos, como prevê a constituição.

ONErpm lança especial sobre a semana da Consciência Negra

E em homenagem ao Mês da Consciência Negra, a ONErpm apresenta o projeto #BlackIsPower, que reúne grandes nomes da música em pílulas sobre representatividade, ancestralidade e luta. Relembrando sucessos sobre o tema, artistas como niLL, Danna Lisboa, Brunno Ramos, Karol de Souza, Luciana Mello e Felipe Flip resgatam em suas trajetórias momentos importantes para música brasileira, além de composições que marcaram suas carreiras.

Como estreia do projeto #BlackIsPower, a lenda da black music, Sandra de Sá, participou de um showcase exclusivo nos estúdios da ONErpm nesta segunda-feira (18), onde contou marcos importantes da sua carreira e luta, além de interpretar grandes sucessos como Olhos Coloridos e Energia Surreal.

Para dar início a ação, convidados para o primeiro episódio a cantora Luciana Mello, que começou na música aos 5 anos de idade e se tornou um dos maiores nomes da MPB, voz de sucessos como Alma Negra e Na Veia da Nêga.

As pílulas serão publicadas no Instagram da ONErpm Brasil de 20 à 26 de novembro, às 18 horas. Assista o primeiro episódio de #BlackIsPower com Luciana Mello:

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Em homenagem ao mês da #ConsciênciaNegra, a @onerpmbr apresenta o projeto #BlackIsPower, que reúne grandes nomes da música em pílulas sobre representatividade, ancestralidade e luta. Relembrando sucessos sobre o tema, artistas como @nil_oadotado, @dannalisboa, @brunnoramos.o, @karoldesouza, @lucianamello e @flipmynameisflip resgatam em suas trajetórias momentos importantes para música brasileira, além de composições que marcaram suas carreiras. Para dar início a ação, convidados para o primeiro episódio a cantora @lucianamello, que começou na música aos 5 anos de idade e se tornou um dos maiores nome da #MPB, voz de sucessos como “Alma Negra” e “Na Veia da Nêga”. As pílulas serão publicadas no Instagram da ONErpm Brasil de 20 à 26 de novembro, às 18 horas. Assista agora!

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MPB & SAMBA

Torcuato Mariano lança o novo álbum “Escola Brasileira”

Novo álbum conta com colaborações especiais de Djavan, Cesar Camargo, Hamilton de Holanda e Gabriel Grossi

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Torcuato Mariano lança o novo álbum "Escola Brasileira"
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Prefácio de Roberto Menescal

Por sorte a Argentina, nos presenteou com esse músico maravilhoso (Guitarrista, compositor,arranjador, produtor e … muito mais). Desculpe Argentina, mas não vamos devolvê-lo nunca mais, pois hoje ele é um brazuca nosso!

Tive a chance e o prazer de ouvir esse seu novo trabalho Escola Brasileira, que Torcuato me mandou antes de chegar ao público, e resolvi então escrever minhas primeiras sensações e emoções, ao ouvi-lo.

Torcuato Mariano lança o novo álbum "Escola Brasileira"

Poderia ter sido mais um disco de guitarrista, mostrando o quanto toca seu instrumento numa “cachoeira de notas e técnica” como tenho ouvido outros grandes cobras da guitarra, mas não, é um projeto para ser saboreado, pela sua música, suas composições e das grandes participações de músicos e artistas maravilhosos!

Imagine com o que fui deparando durante minha audição: Gabriel Grossi e sua gaita incrível, o grupo vocal moderníssimo que foi na verdade gravado todo por uma pessoa, Marquinhos o Socio, vou acreditar pois Torcuato me garantiu assim, uma cantora de jazz que ainda não conhecia, Toni Scruggs, a música cantada por Djavan, que como sempre arrasou, que tem letra de Carlinhos Brown e ainda por fim, tem a participação de Cesar Camargo Mariano, quer mais?

E tem, nosso grande mestre Hamilton de Holanda na faixa Jogando Bola. Quer mais ainda? Arranjos de cordas do próprio Tocuato e dos cobras dos metais, Jessé Sadock e Rafael Rocha!

Quer mais? Então ouça o trabalho todo como eu ouvi, num belo domingo de outono no Rio de Janeiro. Torcuato, me desculpe mas como eu queria ser esse músico que você é!!!

Ouça o álbum Escola Brasileira:

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Documentário apresenta Egberto Gismonti e João do Pife em reencontro inédito

Filme estreará na seleção oficial do Festival MIMO de Cinema no dia 24 de novembro em São Paulo

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Documentário apresenta Egberto Gismonti e João do Pife em reencontro inédito
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Incumbido de programar artistas brasileiros para um evento no Canadá chamado O Espírito de Villa-Lobos, no ano de 1997, o produtor musical Geraldinho Magalhães teve uma ideia inicial: unir dois gigantes da música popular brasileira.

Numa ponta, um dos maiores e mais sofisticados intérpretes de Villa-Lobos, o mestre multi-instrumentista Egberto Gismonti; na outra ponta, a inspiração maior do maestro homenageado: a mais pura e genuína música brasileira, ali representada por um de um de nossos mais intuitivos artistas, o artesão e tocador de pífanos João do Pife. Dois guardiões do melhor da nossa música.

Documentário apresenta Egberto Gismonti e João do Pife em reencontro inédito

O entrosamento foi enorme. Muitas histórias aconteceram, mas não tocaram juntos na ocasião. Até que, 20 anos depois, Geraldinho encontra Egberto na rua e – papo vai, papo vem – ele propõe: “Você tocaria com João do Pife e sua bandinha em Caruaru e Recife? Vamos pra lá, meio às cegas e arrumamos isso?”. Na empolgação, Egberto topou na hora. E o filme O Avião tá de Parabéns – frase disparada por um entusiasmado João do Pife para uma aeromoça que não falava português no voo de volta ao Brasil – nasce numa viagem Rio de Janeiro-Caruaru, em Pernambuco.

Egberto vai até João e sua Banda de Pífanos Dois Irmãos. Reencontro de dois amigos que não se viam há 20 anos, unidos pela música e pela prosa, agora revisitadas. Egberto reviu o amigo in loco, na sua cidade, em sua oficina de sonhos onde João fabrica a ferro e fogo seus pífanos e seus tambores. Dois grandes mestres e dois ícones distintos da extrema sofisticação e virtuosismo, as raízes mais profundas e verdadeiras da maravilhosa música brasileira.

A direção do longa-metragem – que se tornou um programa especial para o Canal Brasil a ser exibido dia 30 de janeiro de 2020 às 18h – ficou a cargo de Geraldinho Magalhães (Diversão & Arte) e do documentarista Nilton Pereira (Virtual Produções). A empresa Pitú, mais popular cachaça nordestina, embarcou nesta viagem e patrocinou o filme.

A estreia será no Mimo Festival 2019, em São Paulo, dia 24 de novembro no Centro Cultural São Paulo, às 18H.

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