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Streaming impulsiona indústria musical nos EUA, que atinge US$ 11 bilhões em 2019  Streaming impulsiona indústria musical nos EUA, que atinge US$ 11 bilhões em 2019 

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Streaming impulsiona indústria musical nos EUA, que atinge US$ 11 bilhões em 2019

RIAA também observa aumento de 29% no número de assinantes em plataformas digitais

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Os novos dados da RIAA (Recording Industry Association of America) com base em 2019, mostram uma importante crescente na adesão aos serviços de streaming. Eles foram responsáveis por 79% de tudo o que a indústria musical norte-americana arrecadou em 2019, totalizando uma receita de US$ 11,1 bilhões, um aumento de 13% em relação a 2018, quando os relatórios da instituição resultavam em US$ 9,8 bilhões.

Esses números representam a consolidação do streaming como fator determinante na arrecadação do mercado nos EUA, pois é o quarto ano consecutivo de crescimento de dois dígitos para o setor e uma taxa de crescimento mais rápida em relação a 2018, quando o aumento foi de 11,9% em relação ao ano anterior.

Streaming impulsiona indústria musical nos EUA, que atinge US$ 11 bilhões em 2019 

Os ganhos contínuos em streaming cresceram 19,9% em 2019 resultando em uma receita de US$ 8,8 bilhões. Para se ter uma ideia, em 2018, a receita computada resultou em US$ 7,4 bilhões. O resultado atual significa que, as receitas de streaming são responsáveis por 79,5% de toda a indústria norte-americana. Em resumo: esta é a primeira vez que o streaming ultrapassou 3/4 de toda a receita do negócio.

“Esses tipos de serviços transmitiram mais de 500 bilhões de músicas para mais de 100 milhões de ouvintes nos Estados Unidos, mas contribuíram com apenas 8% para a receita total de música no ano”, observa a RIAA.

 

 

E por falar em streaming, a RIAA identificou que as assinaturas pagas representaram US$ 6,8 bilhões, o que significa um aumento de 25% em relação a 2018 e 61% da receita total. É uma marca de grande relevância no negócio, observando que este montante financeiro é maior do que o total gerado com música gravada nos EUA nos anos de 2014 e 2015 – períodos em que se atingiu US$ 6,7 bilhões.

Assinaturas como as da Amazon Prime e Pandora Plus, que não oferecem acesso ilimitado sob demanda de catálogo completo, representaram US$ 829 milhões do total em 2019.

Os anúncios em plataformas de streaming têm sido um bom negócio para essas empresas, pois o relatório da RIAA identificou um importante aumento de 20% em relação a 2018. Contudo, esse up representou apenas US$ 908 milhões em receita.

“Esses tipos de serviços transmitiram mais de 500 bilhões de músicas para mais de 100 milhões de ouvintes nos Estados Unidos, mas contribuíram com apenas 8% para a receita total de música no ano”, observa o relatório da RIAA.

Quedas nas receitas de download digital e CD e aumento no formato vinil

Se o negócio do streaming “vai indo muito bem, obrigado”, já não é mais o caso do download digital, por exemplo. Este modelo de negócio enfrenta sua primeira grande baixa, pois desde 2006, sua receita ficou abaixo de US$ 1 bilhão, uma queda de 18%, resultando em US$ 856 milhões. Os downloads de álbuns também caíram em 21%.

Resumo da ópera: de toda a receita da indústria musical norte-americana, esses formatos, download de faixas e download de álbuns, representam apenas 3,6% e 3,7% do negócio, respectivamente. A venda de CD’s continua em queda se comparada aos relatórios de 2018: 12%, um total de 52 milhões de cópias vendidas, representando 5,5% da receita total. Já o formato vinil, registra seu retorno triunfante, com um aumento de 19% em sua receita, gerando US$ 504 milhõesa maior receita do formato desde 1988.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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