Connect with us

Valeu a pena esperar por tantos anos para ver uma das maiores bandas do Rock. O The Who subiu ao palco do São Paulo Trip na noite desta quinta-feira (21) no Allianz Parque para entrar para história dos grandes shows internacionais já ocorridos no Brasil. Os 30 mil fãs na arena palmeirense não apenas foram testemunhas oculares de um grande espetáculo repleto de clássicos eternizados pelo rock mas, certamente, voltaram para as suas casas certos de que também entraram para história como a primeira plateia da lendária banda britânica na América do Sul.

Mais de meio século de espera se encerrou quando Pete Townshend iniciou o primeiro acorde de I Can’t Explain de 1965 e deu-se inicio a uma sequência eletrizante com The Seeker (1971), Who Are You (1978), The Kids Are Alright (1965), I Can See for Miles (1967) até alcançar um dos grandes êxitos do The Who com My Generation (1965).

Roger Daltrey pouco se comunicou com a plateia, mas distribuía sorrisos o tempo todo. Até a primeira metade do show, ele se movimentava de uma ponta a outra do palco para saudar os fãs que gritavam o nome da banda a todo instante. Já Pete Townshend foi o que mais se comunicou com a platéia e, visivelmente emocionado, fez questão de frisar por vezes: “Este é o nosso primeiro show na América do Sul. É incrível! Obrigado”.

Um dos pontos altos do show foram as canções que perteceram à duas óperas-rock do The Who: Tommy de 1969 e Quadrophenia de 1973. Os fãs entraram em êxtase quando a banda executou os clássicos Love, Reign O’er Me, Pinball Wizard, See Me, Feel Me, Baba O’Riley Won’t Get Fooled Again, enquanto que nos telões ocorriam as projeções com registros da banda nos anos 60 e 70.

Os fãs cantaram entoaram côros com a banda nos clássicos Behind Blue EyesYou Better You Bet 

Na platéia era comum ver pais e filhos abraçados e emocionados em presenciarem o show. O reporter aqui relata seguramente que ouviu, por várias vezes, a frase: “Não acredito que estou aqui!”

Zak Starkey, filho de Ringo Starr e atual baterista do The Who, foi um show a parte, mostrando uma energia ininterrupta, principalmente na performance de Amazing Journey. O gigantesco aplauso que recebeu dos fãs quando apresentado por Pete Townsend só atesta seu notável talento.

Impossível não recordar os saudosos Keith Moon e John Entwistle em cada uma das canções onde seus legados permanecem vivos em  cada clássico que eles contribuíram.

O The Who encerrou seu primeiro show no Brasil com 5:55 e Substitute até que Townsend, já se sentindo a vontade com os fãs que não queriam deixar a arena, tomou a liberdade de encerrar o show histórico com uma recomendação: “Vão pra casa!”

Confira o setlist:

I Can’t Explain  
The Seeker 
Who Are You  
The Kids Are Alright  
I Can See for Miles  
My Generation  (com Cry If You Want)
Bargain  
Behind Blue Eyes  
Join Together 
You Better You Bet 
I’m One  
The Rock
Love, Reign O’er Me  
Eminence Front 
Amazing Journey 
Sparks  
Pinball Wizard  
See Me, Feel Me  
Baba O’Riley  
Won’t Get Fooled Again  

BIS

5:15 
Substitute  

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

Coberturas

Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo

Published

on

Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo
Divulgação

O grupo britânico Rumours entregou ao público paulistano um fidedigno espetáculo com o repertório do Fleetwood Mac no Espaço das Américas na noite desta quinta-feira (15), encarnando e personificando o lendário grupo anglo-americano.

Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo

A prova de que a banda não deixou absolutamente nada a desejar em termos de performance, era observada na reação da plateia que reagia de certa forma tímida no início do show, mas sempre se mostrando satisfeita com a reprodução de sucessos como Dreams, You Make Loving Fun, Sara e Songbird.

As encantadoras vozes de Jess Harwood e Emily Gervers impressionavam pela fidelização às vozes de Stevie Nicks e Christine McVie, respectivamente. Clássicos como The Chain, Gold Dust Woman, Gypsy e Landslide, que parecem ter nascido somente para as vozes originais, se encaixam com naturalidade às vocalistas do Rumours. Tudo o que acontece no palco é sutilmente soerguido por um aspecto interessante: é um show do Fleetwood Mac com uma justa assinatura do Rumours – a premissa de um trabalho original – ou seja, o estigma de uma banda cover não cabe a eles.

Rumours encarna e personifica Fleetwood Mac em São Paulo

Enquanto isso, várias imagens do Fleetwood eram impressas no telão central, mostrando as várias fases de Stevie Nicks, Lindsey Buckingham, Christine McVie e John McVie.

Quando o repertório apontava para canções como Everywhere, Go Your Own Way e Rhiannon, o público, extasiado com a apresentação da banda, que foi configurada no local para mesas e cadeiras, deliberadamente começou a se levantar, mudando a sua configuração. Alguns seguranças, para manter as normas da casa, pediam aos presentes para se sentarem. Debalde. Pulos, aplausos e gritos: era impossível naquele momento, interromper a euforia. Você consegue imaginar a atmosfera que o Rumours promoveu ali?

Allan Cosgrove deu um show a parte na bateria e coube a James Harrison revisitar, por excelência, sucessos como Big Love que consagrou Lindsey Buckingham no Fleetwood Mac.

Aplaudidos de pé até a derradeira nota da última canção, os integrantes do Rumours se abraçaram para se despedirem de seu primeiro show no Brasil, deixando a impressão que eles voltarão. Verdade, não era o Fleetwood Mac, mas quem esteve lá, viveu tudo aquilo como se fosse.

Continue Reading

Coberturas

Paul McCartney realiza show memorável para 48 mil pessoas em São Paulo

Published

on

Fotos: Marcos Hermes

Em sua primeira apresentação no Brasil para a nova turnê Freshen Up, o ex-Beatle Paul McCartney, acompanhado no palco por Paul “Wix” Wickens (teclados), Abe Laboriel Jr. (bateria), Rusty Anderson (guitarra) e Brian Ray (guitarra), foi ao encontro de 48 mil pessoas que lotaram todas as dependências do Allianz Parque em São Paulo e assistiram a mais um grande concerto do lendário músico britânico com um repertório que disse muito sobre Beatles e sua consagrada carreira-solo, mas também falou sobre Wings, sobre os seus recentes trabalhos e ainda houve espaço até para falar do Quarrymen, banda que antecederia toda a explosão beatlemaníaca em todo o mundo em 3 horas de duração.

A platéia formada por fãs de longa data de McCartney, dava sinais de renovação com um grande número de jovens ávidos pela obra do artista. Contudo, os gritos foram uníssonos quando o cantor subiu ao palco, sendo ovacionado por toda a arena: algo consoante com as apresentações de Macca realizadas no Brasil.

O cartão de visitas do repertório foi o clássico A Hard Day´s Night de 1964, passando por Save Us do álbum New de 2013 até All My Loving, outro grande sucesso dos Fab Four de 1963. Neste inicio de show, Paul McCartney cumprimentou a plateia presente em pleno português: “Boa noite, paulistas!”.

A partir deste ponto, um grande show de rock tomava forma com um setlist renovado para esta turnê. McCartney revisitou grandes momentos de sua antiga banda Wings com Letting Go, Let Me Roll It, Let ´Em In, Band On The Run e Live and Let Die, ao mesmo passo que explorou as novas canções de seu mais recene trabalho Egypt Station com Who Cares, Fuh You e Back In Brazil que levou os fãs ao delírio após o anúncio: “Esta é a minha homenagem ao Brasil”.

O público presente no Allianz Parque entoava côros a todo o momento, resultado de uma conexão natural com o artista que entregava um espetáculo que todos desejavam ver. Não faltou nada. McCartney se comunicou com a plateia várias vezes durante o show e até o excelente baterista Abe Laboriel Jr. roubou a cena com certo humor e simplicidade ao encenar algumas danças durante a execução de Dance Tonight: foi muito aplaudido.

McCartney realizou duas belas homenagens aos seus ex-companheiros de Beatles: a John Lennon com Here Today e George Harrison com Something. Ele encerraria a primeira parte do show com a atemporal Let It Be e Hey Jude, esta última contou com o protagonismo da plateia que ergueu placas com “Na Na” no momento do famoso refrão, surpreendendo o cantor, que apontava para elas. O espetáculo visual na arena era incrível, com os fãs utilizando a luz de seus aparelhos celulares, formando uma espécie de notável constelação. “Vocês são a melhor platéia do mundo!”, disse o ex-Beatle.

A parte final do show foi eletrizante com as canções Hi, Hi, Hi, Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band e Helter Skelter, mas McCartney tem no repertório uma pérola como Golden Slumbers / Carry That Weight / The End, para encerrar em grande estilo mais um show que se tornou histórico, por excelência.

Mas nesta quarta-feira tem mais!

Confira o repertório de Paul McCartney em seu primeiro show no Allianz Parque em 2019:

A Hard Day’s Night
Save Us
All My Loving
Letting Go
Who Cares
Got to Get You Into My Life
Come On to Me
Let Me Roll It
I’ve Got a Feeling
Let ‘Em In
My Valentine
Nineteen Hundred and Eighty-Five
Maybe I’m Amazed
I’ve Just Seen a Face
In Spite of All the Danger
From Me to You
Dance Tonight
Love Me Do
Blackbird
Here Today
Queenie Eye
Lady Madonna
Eleanor Rigby
Back in Brazil
Fuh You
Being for the Benefit of Mr. Kite!
Something
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Band on the Run
Back in the U.S.S.R.
Let It Be
Live and Let Die
Hey Jude

Encore

Hi, Hi, Hi
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)
Helter Skelter
Golden Slumbers / Carry That Weight / The End

Continue Reading

Coberturas

Phil Collins faz show histórico para 40 mil pessoas em São Paulo

Published

on

Phil Collins faz show histórico para 40 mil pessoas em São Paulo
Carla Carniel

Atualizado às 17:20

40 anos depois de se apresentar no Ginásio do Ibirapuera como membro do Genesis, o lendário cantor e compositor britânico Phil Collins  retornou a São Paulo e subiu ao palco do Allianz Parque na noite deste sábado (24) para realizar um show histórico para 40 mil pessoas como parte da Not Dead Yet Tour.




Um dos maiores hitmakers do século XX entrou lentamente portando uma bengala pontualmente as 21h para ser prontamente aclamado pela platéia presente que gritava ininterruptamente seu nome. Suas limitações físicas, resultado de sérios problemas na coluna que enfrenta a quase 20 anos e que impediram até mesmo que ele continuasse a tocar bateria com a sua notável virtuosidade, obrigaram a exercer o seu trabalho de uma cadeira. Aos 67 anos, com quase cinco décadas dedicadas à música, Collins dá a lição de que o show sempre deve continuar.

Impactante como deveria ser, o show começa com um de seus grandes clássicos, Against All Odds (Take A Look At Me Now), faixa-título do filme de 1984 e que se tornou o seu primeiro grande sucesso de Phil Collins nos EUA como artista solo. Ao primeiro acorde da canção, a reação da platéia foi ensurdecedora: gritos e aplausos eram misturados como sinal de uma grande recepção para o artista, o que pavimentou, em seguida, o caminho para o megahit Another Day In Paradise de 1989, do multiplatinado …But Seriously e o coro na arena palmeirense tornou-se uníssono.

A partir desse ponto, Phil Collins revisitou o inicio de sua carreira solo com I Missed Again (1981) e prosseguiu viagem com Hang In Long Enough (1990) e Wake Up Call (2003) com o trabalho de grandes músicos e colaboradores de longa data como o tecladista Brad Cole, o baixista Leland Sklar e o guitarrista Daryl Stuermer.

Phil Collins relembrou grandes momentos de sua eterna colaboração com o Genesis com as canções Throwing It All Away (1986) e Follow You Follow Me (1978) enquanto que fotos da lendária banda eram apresentadas no telão central do palco. Mas antes de empolgar os fãs presentes novamente com Invisible Touch (1986), ainda havia espaço para um dueto com a backing vocal Bridgette Briyant em Separate Lives (da trilha sonora de White Nights originalmente lançada em 1985), a empolgante Something Happened on the Way to Heaven (1990) e a introspectiva e envolvente In The Air Tonight (1981) que naturalmente deu grande destaque à excelente performance do baterista Nicholas, filho do cantor.

A inesquecível apresentação deste sábado será contada na história dos grandes concertos internacionais no Brasil que encerrou com os sucessos Easy Lover (1984) e Sussudio (1985) com uma arena repleta de efeitos visuais produzidos por sinalizadores em sua volta e fogos de artifício, mas a contextualidade da presença de Phil Collins nos palcos brasileiros deve ir muito além de registros.

Collins retornou a São Paulo testemunhando, através da celebração de sua platéia formada por jovens e veteranos, que seu apelo musical é atemporal e sua obra deve ser sempre revisitada, ao passo que ele mesmo ensina a todos que vivenciam a sua arte que não existem limitações para que a luz de um grande talento jamais cesse.

A música agradece!

Confira o repertório do show em São Paulo:

Against All Odds (Take a Look at Me Now)
Another Day in Paradise
I Missed Again
Hang in Long Enough
Wake Up Call
Throwing It All Away
Follow You Follow Me
Only You Know and I Know
Separate Lives
Something Happened on the Way to Heaven
In the Air Tonight
You Can’t Hurry Love
Dance Into the Light
Invisible Touch
Easy Lover

Encore:

Sussudio
Take Me Home

 

Continue Reading

As Mais Lidas