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Venda da Universal Music pela Vivendi: um bom negócio? Venda da Universal Music pela Vivendi: um bom negócio?

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Venda da Universal Music pela Vivendi: um bom negócio?

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No último 6 de agosto, o conglomerado francês Vivendi anunciou que estaria em negociações preliminares com a gigante tecnológica chinesa Tencent para vender 10% da Universal Music Group. O valor avaliado seria de US$ 33 bilhões. Em uma observação realizada pela Billboard, o montante financeiro seria o resultado do crescimento da indústria musical em decorrência do bom desempenho das plataformas digitais como o Spotify e Apple Music, aumentando o valor da música depois de anos difíceis de combate à pirataria.

Ainda de acordo com a publicação, Sir Lucian Grainge, presidente da UMG enviou um memorando para toda a sua equipe visualizando novos horizontes de negócios para a empresa no futuro: “As possibilidades de acelerar e ampliar nossa estratégia são emocionantes”, escreveu o executivo.

Em tese, concretizar uma parceria comercial na China seria parte da estratégia da UMG, considerando que os produtos da Tencent, que incluem streaming de música a jogos, poderiam contar com o catálogo da gravadora – tornando a parceria muito interessante do ponto de vista comercial. O direcionamento de seu espólio fonográfico a este grande mercado asiático é, supostamente, visto com bons olhos.

Outro ponto importante, é total acionário restante: a Tencent, inicialmente, deve adquirir 10% da UMG com opção à uma segunda aquisição de 10%. A Billboard explica que os outros 30% e 40% da gravadora estariam disponíveis para outros acionistas interessados.

No dia do anúncio em agosto, David Marcus da Evermore Global Advisors deixou claro que, após a venda para a Tencent, a UMG buscaria outro acionista no mercado. A publicação explica que a “A Vivendi também poderia encontrar um licitante de private equity (modalidade de fundo de investimento que consiste na compra de ações de mpresas que possua bom faturamento e estejam em grande ascensão no mercado) para aguardar a cisão da UMG e a subsequente oferta pública de ações”.

Com os novos acordos celebrados, o novo cenário poderia ser um indicador de um referência da forma como o mercado musical deverá visualizar e compreender o seu futuro.

É jornalista e pesquisador musical. Cobre shows nacionais e internacionais e já entrevistou bastante gente interessante do Brasil e do mundo. Foi vencedor do Prêmio TopBlog Brasil em 2010 na categoria "Música"e foi membro do Grammy Latino.

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